Oh pá! Miguel sumiu na ponta!!!!

Meus amigos, tive um dia lotado de coisas e acabei atrasando o  meu texto sobre a corrida de hoje, desculpem-me!

Que corridaço fez o piloto português Miguel Oliveira. Correndo em casa, em uma pista desafiadora e difícil, Miguel largou da pole e simplesmente desapareceu na ponta, virando tempos ótimos desde o início, sem dar qualquer chance para outro piloto.

A KTM, quando está bem regulada, está em um nível muito alto, como as vitórias deste ano comprovam. Miguel ganhou duas provas. É uma moto sensível para as regulagens, ela reage bem e parece que com previsibilidade. Ainda um pouco verde nos dados. Hoje, por exemplo, como a Ohlins também não tinha muitos dados, por ser uma pista nova, a KTM sobressaiu com suas White Power. Tem motor, é ágil e atende a pilotos com estilos diferentes de pilotagem, como Pol (bruto) e Miguel (suave). Por falar em Pol Espargaró, coitado, Miguel venceu duas provas, Binder venceu, e ele, que remou tanto, vai embora da equipe sem uma vitória. Coisas do Esporte.

Hoje Miguel dominou, não errou nada no fim de semana todo e fez valer a sua nacionalidade. Venceu em casa. Pilotos da casa quase sempre fazem mais bonito em suas provas, na soma das circunstâncias de estar em casa e na maior experiência da pista. Ano que vem na KTM oficial, chega com este cacife sobre Petrux.

Para definir o pódium, desta vez Jack Miller deu um bote certeiro e Morbidelli não teve como dar o troco. Cheguei a achar que não iria dar, pois deu uma afastadinha nas voltas finais, mas desta vez Jack parece que escondeu o jogo. Miller é outro que merecia ter ganho uma prova, e vai embora da Pramac sem este sucesso, mas estava feliz.

Definitivamente a Yamaha de Morbidelli é a única que funciona bem. Se é a moto é melhor, se Ramon Forcada é mago, se Morbidelli está em super forma… provavelmente uma mistura de tudo isso, mas o fato é que a Yamaha acaba o ano muito mal com suas motos 2020. Rossi esteve apagado, mas no final da prova as 3 Yamahas 2020 chegaram juntinhas e longe da 2019. Mico.

Pol fez uma boa corrida para quarto, mas sai da KTM tendo que aturar as vitórias das KTMs erradas, a certa era a dele. A KTM do Miguel é satélite, bem como a de Morbidelli, uma novidade no campeonato. Mesmo com as motos KTM sendo iguais as dos times oficiais, as oficiais são sempre “mais iguais”, se é que vocês me entendem.

Nakagami e Bradl fizeram uma boa prova com suas Hondas. Cal começou bem mas foi caindo em sua despedida. Alex Marquez até ensaiou uma subida mas foi segurado por um encapetado Dovi e por um dia em que a Aprilia funcionou melhor.

Chegou uma hora na prova em que Dovi fez três ultrapassagens duplas, passando 2 de uma vez só, chegando a ocupar momentaneamente a quinta posição, com Pol à vista… mas aí foi ultrapassado por Nakagami e não conseguiu mais progredir. Como ele mesmo disse, se tivesse largado mais na frente, teria dado trabalho, pois a Ducati tinha um ritmo bom, como Miller provou. Miguel Oliveira hoje estava em “Oto Patamá”. Com este resultado, Dovi despede-se do campeonato e da Ducati entregando um quarto lugar na classificação final, a apenas 4 pontos de Rins. Tendo em vista o ano péssimo que ele teve, é um super resultado. Ainda que por pouco, foi novamente a melhor Ducati.

Aleix Espargaró fez um bonito com a Aprilia, em uma semana em que todos se dedicaram a recusar o lugar de segundo piloto na moto. Amanhã já sobre na GP21 em Jerez, que se Deus quiser, será uma moto mais previsível e veloz.

A Suzuki teve um fim de semana para esquecer. Falhou em tudo em Portugal. Rins não foi conseguiu ser vice-campeão, a Suzuki não venceu o campeonato de construtores e o campeão Mir nem completou a prova, após um fim de semana apagado.

Mais apagado do que Mir esteve Valentino Rossi. Nem tanto pelo resultado, acabou chegando embolado com Viñales e Quartararo, o que mostra que a moto entregou isso aí mesmo. Mas no comportamento, nas entrevistas, senti um Rossi cansado, um ano cansativo de tudo para ele. Moto com problemas, negociação difícil, mudança de equipe, Covid, péssima classificação final. Rossi fez apenas 66 pontos no ano todo, chegou em décimo quinto. É para parar e pensar.

Fabio Quartararo é outro que hoje precisava de um bom desempenho, para começar como piloto de fábrica com moral. Vai brigar com Viñales pela liderança no desenvolvimento da M1. E é isso que está arrebentando a Yamaha. Ela fez a moto para Lorenzo e ele entregou 3 títulos. Rossi ficou puto e foi para a Ducati. Quando voltou chegou manso mas logo depois voltou a pressionar por liderança no desenvolvimento da moto. Lorenzo ficou puto e foi para a Ducati (um padrão). Mas neste ponto a Yamaha não deu a moto totalmente para Rossi, pois escolheu Viñales, que parece não ter os talentos para ofuscar Rossi e a Yamaha vem então fazendo uma moto que não é de Rossi, nem de Viñales. TEM QUE RESOLVER ISSO URGENTE. Quem é o principal?

Mas isso é assunto para um post sobre o Campeonato 2020, que sairá em breve.

Obrigado a quem leu até aqui, e parabéns para a KTM, Poncharal e Miguel Oliveira, incrível dia de corrida.

Mário Barreto

Um comentário em “Oh pá! Miguel sumiu na ponta!!!!”

  1. Enfim, acaba o louco campeonato de 2020.
    Que em 2021 tenhamos o retorno do calendário, do publico e até de MM, que nao fez falta (sua aisencia tornou as provas imprevisíveis).
    Parabéns ao Portuga, ao “nosso” Morbidelli e ao novo campeão!
    E parabéns, apesar das lambanças, à nossa querida Ducati, que conquista o titulo de construtores justo quando o ultimo atributo “sagrado” da marca caiu, o comando desmodrômico.

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