Motos de GP – Aerodinâmica

A aerodinâmica das motos de GP sempre foi importante, pois sabemos que o mundo não é oco né? Estamos vivendo em uma atmosfera que é totalmente preenchida de ar. Um ar que nos é invisível, mas que sustenta até um avião do tamanho de um Jumbo voando.

Cortar este ar de forma eficiente é fundamental para conseguir altas velocidades e minimizar efeitos do vento.

Sabendo disso, os espertões dos construtores começaram a carenar suas motos que nem foguetes, mas a FIM proibiu este tipo de carenagem e colocou regras que limitaram o uso de carenagens. A moto tem que permanecer sendo moto, parecida com a moto de rua.

Interessante lembrar que este negócio de superbike é relativamente novo… recomeçando com as Kawasaki GP-Z e de fato voltando com as primeiras Suzukis GSX-R. Antes delas moto de rua era moto de rua e quase não tinham motos carenadas, réplicas de GP para andar na rua.

Então as carenagens vieram evoluindo muito lentamente durante todos estes anos, até a Ducati, sempre ela, meter o pé no fundo e meter asas nas suas GP’s.

Honda reclamou, é praxe, mas no final, estão todas aí com suas asinhas, porque funcionam. A 300 km/h elas conseguem gerar uns 16 kg de downforce, o que parece não ser desprezível e funcionam. Eu, particularmente acho feias.

Depois, a Ducati inventou a carenagem pequena que se coloca na frente da roda traseira, embaixo. A idéia é esfriar o pneu. A Honda reclamou… mas copiou. E a Ducati também é a única que as vezes corre com a roda traseira coberta com uma carenagem completa. Não é barato investir em aerodinâmica, túneis de vento são equipamentos caros, mas não tem jeito, Gigi inventou isso e agora todos tem que fazer.

A Aprilia, por exemplo, é tocada pelo Rivola, que veio da F1 e conhece e acredita muito na aerodinâmica. Achou de fazer testes intensivos nas férias e sua asa dianteira é um escândalo de grande. Detesto.

 

Estão mexendo nas rabetas agora também, como a SBK do Rea 2021, e dizem que faz diferença.

E a última moda, novamente e sempre inventada pela Ducati, é o shapeshifter, um dispositivo mecânico acionado pelo piloto que abaixa a traseira da moto nas retas, mudando o perfil da moto e favorecendo a aerodinâmica para uma maior velocidade e estabilidade.

É meus amigos, qualquer milésimo adianta, e a aerodinâmica tornou-se muito importante no desenho de uma moto de GP. Na de rua também, quase todas as SBK hoje em dia vem com asinhas ou aero fairings, mesmo que 99% dos pilotos nas estradas andem a 150 km/h/.

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