Pecco e Ducati vencem no Red Bull Ring!

A Ducati domina este novo circuito austríaco, vencendo a maioria das provas que foram disputadas nele. Em Spielberg temos um circuito que exige aceleração, justo onde a Desmosedici tem talvez o seu ponto mais forte. A nova chicane talvez tenha favorecido ainda mais, pois diminuiu a velocidade, e que passou a exigir mais uma acelerada forte na saída.

Assim parecia, pois as Ducatis dominaram os treinos. Primeiro com Zarco mas depois Enea Bastianini tomou a pole position, sua primeira, e vimos as duas primeiras filas tomadas por Ducatis de todos os tipos e sabores. Na pole, Enea com a GP21/21, em segundo Pecco Bagnaia com a GP22/21, Depois Miller com outra GP22/21, e depois Martin com a GP22/22, o intruso Fabio Quartararo e sua Yamaha, e depois Zarco com a outra GP 22/22.

Pecco não começou os treino tão bem, mas como tem sido padrão na Ducati Corse, ele veio melhorando até largar de segundo.

Em velocidade pura, as Ducatis estão assustadoras, mas no ritmo de corrida, Fabio Quartararo fez bons tempos e esperava fazer uma boa corrida. Disse ele que para se classificar em quinto ele teve que ligar o *oda-se e arriscar em todas as curvas, totalmente imprevisível e fora de controle.

É fato no paddock que o francês está fazendo um trabalho excepcional com a Yamaha que tem. Lá na pista todos conseguem ver que a Yamaha não anda nada perto das Ducatis e da Aprilia, e que Fabio é o melhor piloto na pista atualmente, é consenso. Hoje, ele disse que disputou uma corrida em ritmo de treino classificatório, teve que arriscar o tempo todo para conseguir chegar lá na frente.

O plano da Ducati é fazer Pecco ganhar e colocar o máximo de motos na frente do Quartararo, para fazê-lo marcar poucos pontos. Não deu certo. Bastianini não conseguiu segurar a ponta na largada, Bagnaia largou muito bem e venceu de ponta a ponta, fez uma corrida perfeita, embora em certo momento eu tenha achado que Jack Miller estaria mais rápido do que ele e segurando a onda para fazê-lo vencer.

Quartararo largou mais ou menos e ficou ali por trás tentando andar solto, sem moto colada nele, para conseguir economizar pneus para o final. Ele disse que a Yamaha esquenta muito os pneus se tiver que andar encaixotada no meio de outras motos. Além do que, ela precisa entrar lançada nas curvas, não pode ser atrapalhada para perder velocidade e depois ter que acelerar forte. Primeiro que não há esta aceleração disponível, e segundo porque estas acelerações gastam pneus. Pareceu-me que o seu ritmo inicial foi calculado para manter-se competitivo no final.

Deu certo, ele veio ultrapassando, deu um bote lindo sobre Jack Miller na chicane e até aproximou-se de Pecco no final.

A Yamaha (e a Honda) precisa melhorar muito para ser mais competitiva. Fabio deu declarações criticando o conservadorismo japonês no pensar e projetar a nova moto, disse que os japoneses precisam inovar, tentar, desenvolver, arriscar muito mais, em um estilo mais italiano de fazer motos de corrida. Tá ferrado, os japoneses tem seu estilo de trabalhar, e inovação, criatividade, nunca foi o seu ponto forte. A M1 2023 estará pronta em breve para testes, e prometeram muitas novidade para ele. Veremos.

É o que eu disse antes aqui, Pecco largou de segundo, tomou a ponta na primeira curva e não errou nada até o final, venceu de ponta a ponta. Mas descontou apenas 5 pontos do incrível Fabio Quartararo, que com sua Yamaha nitidamente inferior, passou todas as outras Ducatis e chegou em segundo cheio de moral.

É esquisito falar que a Yamaha é ruim, ao vê-la liderando o campeonato de pilotos e vendo o segundo lugar de hoje. Mas isso é mérito de Fábio Quartararo, que carrega a M1 nas costas como Marc Marquez carrega a RCV213. Hoje novamente as outras Yamahas fracassaram completamente na mão de excelentes pilotos. Fábio é de fato o melhor piloto em atividade atualmente. Tirando seu erro na penúltima corrida, não errou mais nada até agora. O resultado de hoje foi uma pedrada no telhado da Ducati. Descontando de 5 em 5 pontos, não vai dar para pegar e mesmo com 8 motos na pista, na mão de excelentes pilotos, vai perder novamente o campeonato que interessa, o de pilotos.

No final a Ducati fez 1, 3, 4 e 5. Nada mal. Enea saiu da pista e depois da prova, o que pode ter sido um problema na moto. Ou então não quis ficar gastando os contados motores para andar lá atrás. Martin caiu também, deu empate na luta particular dos dois. Luca Marini é que arrebentou hoje, chegando em um excelente quarto lugar.

As Aprilias nem foram tão mal hoje, com a Aleix chegando em sexto, ainda bichado.

As Suzukis sofreram com um tombaço do Mir logo na primeira volta, e ele quebrou o pé. Rins fez um discreto oitavo lugar. Mir declarou que o clima não está bem na equipe e nem para ele, que ainda não sabe onde correrá ano que vem.

A primeira Honda foi Alex Marquez em décimo quarto. Ridículo, inadimissível. E Marc Marquez, no estaleiro tem meses, continua como sendo o piloto com mais pontos da Honda neste campeonato. Inacreditável.

As KTM, que já ganharam em casa, conseguiram um sétimo lugar com Brad Binder, discretas.

Então foi isso. Parabéns Pecco Bagnaia pela corrida perfeita, parabéns Ducati Corse. A esperança é a última que morre. Mas morre… continua assim, Fabio Quartararo será bicampeão.

 

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestas em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

2 comentários em “Pecco e Ducati vencem no Red Bull Ring!”

  1. Impressionante a qualidade do Quartararo, que soube manter a calma e se beneficiar quando, em sua ultrapassagem surpresa sobre o Miller, trouxe o Martin babando e afobado atras dele, o que possibilitou ele abrir um pouco.

    Com o ritmo dele e mais algumas voltas, quem sabe ele nao teria ultrapassado o Bagnaia.

    Outra coisa que me chamou atencao foram as asas de rabeta da Ducati. Feio e bonito, interessante, mas sem lugar no design de uma moto, na minha percepcao…

    Tambem foi anunciado que ano que vem irao introduzir a corrida Sprint no sabado, nao sei se acho bom ou nao… talvez aumente o interesse dos espectadores locais, sobretudo no Sabado

  2. O problema de Enea Bastianini foi um pneu furado/vazio. Por isso não freou direito e saiu da pista e por isso não continuou na corrida. Martinator voltou para a prova e terminou em décimo!!!

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