Festival Interlagos 2026

Novamente fui para São Paulo ver as novidades e curtir o Festival Interlagos de Motos. Tenho que falar assim porque existe tambémo Festival de Carros, que será semana que vem.

Primeiro, a Duas Rodas parece que criou, acertou, otimizou, ajustou um formato de evento que é muito superior ao antigo formato de Salão de Motos. As pessoas hoje em dia tem muito acesso a imagens e vídeos, de modo que elas querem é experiência. Querem ver, tocar, ouvir, usar, coisa que ainda não é possível fazer com o digital. Um dia será, mas hoje não é. Sendo assim, este negócio de colocar as motos na pista para andar, dar a oportunidade para o amante das motos usar as motos na pista é sensacional. E não é qualquer pista, é a para nós mítica pista de Interlagos e suas curvas, como por exemplo o S do Senna. É imperdível.

Como imprensa eu teria acessos melhores e maiores nos dias em que o Festival fica aberto só para a imprensa e trade, mas não consigo né? Começou na terça-feira e eu simplesmente não tenho esta disponibilidade. Não vivo do Motozoo, preciso trabalhar e este ano novamente fui só durante o fim de semana e não usei as motos na pista. Eu teria que levar também equipamento e capacete… fiquei com preguiça de organizar tudo isso e felizmente já andei muito de moto na pista de Interlagos, para não ficar salivando.

Mas mesmo para quem não vai para a pista, o simples fato de ver e ouvir as motos passando, já é muito legal e um diferencial enorme frente aos antigos formatos. Mas, exige um autódromo como o de Interlagos para funcionar. Estão investindo muito no equipamento, arquibancadas novas, um novo prédio enorme no meio da pista, que o Festival ocupou parcialmente… É um evento grande, espalhado, que dá uma canseira.

A entrada é por cima dos boxes, onde temos um monte de lojinhas com preços ótimos para equipamentos, acessórios e capacetes. na sequência desce-se para o nível dos boxes, onde ao lado da saída para a pista temos as instalações das fábrica. Do outro lado, instalações que são com um show room ou hospitality center para as fábricas. Descendo as escadas temos então uma imensa área com tiroleza, roda-gigante, palco para show, arena de motocross, mini pistas de mais grandes instalações de fábricas que não couberam lá em cima, como por exemplo este ano a Voge. É muito grande.

Fui no sábado para trabalhar e fotografar tudo. Cheguei em São Paulo no meio de um toró que encheu a cidade… fiquei pensando… como ficarão os test-rides na pista para quem pagou? Felizmente foi muito forte a chuva, mas rápida e ao chegar no autódromo, que cada ano parece ficar mais longe devido ao trânsito, já estava até abrindo o sol e secando a pista. Amém. Andei até cansar, fotografei até enjoar e voltei no domingo para apenas dar uma zanzada.

Não se vê mais novidades nestes eventos. E, demais a mais, o mundo agora é repleto de influencers e suas câmeras. Todos são alfabetizados e exímios leitores de fichas técnicas, de modo que qualquer novidade extingue-se no momento que é postada no Youtube. Entender de motos, ter cultura, saber fazer uma análise útil é muito mais raro, mas também é muito menos requisitado. Por isso funciona.

Comecei vendo as Vespas sem um tesão, pois o estande estava fraco. Depois BMWs, japonesas e por último, as chinesas. As japonesas seguem em seu estilo de fazerem motos boas, bem acabadas, mas estão calmas no design e features, se comparadas com as chinesas. E terão que abaixar o preço… As chinesas estão a cada ano mais bem feitas, são corajosas e arrojadas no design. Cada vez mais acertivo, cada vez mais sem vergonha de copiar o que está dando certo. Mas, também já se começa a ver inovação, características boas de design que não se viu antes na Europa. São hoje concorrentes reais, com bons produtos e bom preço.

Esta Royal Enfield elétrica eu acho linda

Os indianos da Royal Enfield e Bajaj estão no meio do campo. Suas motos também melhoraram muito, são bonitas mas são menos arrojadas do que as chinesas. Seus preços são também muito bons e a KTM vem aí com motos 390 em bom preço.

A CF motos lindas, as SBM lindas, o restante já tudo conhecido. A Yamaha com uma linha enorme de scooters, X-MAx, N-Max, Aerox, RayZR, Fluo, Neos… a Honda dando um super tapa na novas Twisters.

Vejam as fotos que fiz e recomendo, em 2027, vá ao Festival, vale super a pena. O futuro desses eventos não está em mostrar aquilo que o público já viu na tela, mas em permitir que ele faça aquilo que a tela ainda não consegue proporcionar.

https://photos.app.goo.gl/Va66F9LJkNLaaEVG6

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestras em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. É Mestre em Artes e Design pela PUC-Rio. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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