Finalmente o frio!

E hoje, primeiro de junho, faltando 20 dias apenas para o início do inverno, entramos na melhor época para as motocadas. Ao contrário do que o senso comum indica, o frio é no Brasil, e de longe, a melhor época para se andar de moto.

No verão pode-se andar pelado, que o calor não alivia. Não existem opções viáveis para o calor na moto. O calor do clima, das descargas de ônibus, do asfalto quente, do vento quente que vem de dentro de um vulcão que temos aqui, que se chama Bangu. E chove muito, pois a evaporação é alta, favorecendo os torós. Como se fosse pouco, as motos mais potentes geram muito calor, pois sabemos que potência=calor. No verão é muito melhor usar o carro, com o ar-condicionado no último furo e vidros com insufilm.

Vamos comparar com o inverno, quando chove pouco e quando podemos usar nossos casacos e luvas com muito mais conforto… não há comparação. Vejam que delícia é vestir uma segunda pele, uma roupa mais quente e por cima disso colocar um casaco com forro, balaclava, capacete e luvas e ir até Petrópolis na festa alemã de motoca? Ou ir em alguma das centenas de festas juninas e julinas que vem por aí… O inverno carioca é uma delícia para motos.

Fora daqui, em lugares realmente frios, a coisa muda de figura. Lembro-me de 1998, quando comprei uma linda Suzuki TL1000S e no grupo gringo que eu participava ficavam so mexendo nas motos, falando de regulagens e nenhum rolé. Reclamei e me disseram que lá no país deles, naquela hora, tinham 2 metros de neve na rua e que eles só podiam andar com as motos por uns 3 meses por ano. Oos olhos encheram de lágrimas, pobres coitados.

Então é isso, chegou a temporada dos rolés de moto. De ir tomar café da manhã em Petrópolis nos fins de semana, de ir para a Pizza Noturna de Itaipava, para ir na Bauernfest de Petrópolis (de 9 a 5 de junho), de ir para as festas juninas, julinas, com as Buell e Ducatis fervendo debaixo das pernas, e tudo numa boa!!!!

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestras em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. É Mestre em Artes e Design pela PUC-Rio. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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