O motociclismo me levou a viver muitas situações definidoras, aquelas que separam os homens dos meninos.
Vivi muitos perrengues, enguiços difíceis em lugares horrorosos, frios absurdos sem opção de chorar, cansaços e sonos extremos no meio da estrada muito longe de casa. Acidentes horríveis, daqueles de ir para o hospital de ambulância.
Como piloto, botei pra baixo em um pasto esburacado que chamavam de pista, montado em uma Yamaha MX180 toda fuçada com uns 35 CVs e suspensões originais em um Hollywood.
Tudo exigiu muito de mim, mas talvez, para quem conheceu, o maior desafio tenha sido o dia que precisei com urgência ir ao banheiro do finado autódromo do Rio de Janeiro fazer um número 2 de macacão e botas. E saí vivo, vitorioso.
Quem frequentou o autódromo pode medir este desafio.
Uma experiência que certamente me qualifica para a primeira tripulação que irá para Marte. Taí Elon Musk, conte comigo!
