Acabei de receber a notícia de que o nosso amigo, figura carimbada do motociclismo carioca, o irmão, amigo, piloto, mecânico e muitas outras coisas Egon Kothy Hesse, cansado de esperar um novo autódromo para o Rio de Janeiro, partiu para outro lugar. Lugar este onde certamente encontrará o Chaveta, Mario Calcia e muitos outros que nos deixaram aqui nesta roubada, para ficarem andando de moto o tempo inteiro.
Minha formação religiosa, minha observação deste mundo, meus estudos, tudo me faz crer que a morte não existe. O que há é uma transformação. A transitoriedade é uma certeza que contrasta com a grande dúvida desta vida: o que estamos fazendo aqui?
Kothy transformou-se depois de uma longa batalha contra um câncer imbatível. E foi uma batalha em que, durante muito tempo, foi o câncer que teve que se esforçar para vencê-lo.
Que sua família tenha a fé na vida eterna e que seus amigos recebam esta nova fase com serenidade. Um dia, todos iremos nos encontrar novamente. Felizmente, como somos todos motociclistas do bem, no Céu.
Amém.





