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Provei que estou vivo. Amém

E hoje, dia 31 de maio, após o adiamento, aconteceu o XX Encontro de Motos Clássicas da Pracinha do Alto. Foi um sucesso.

Eu duvido que apareça um ser vivo normal deste planeta que tenha a coragem de dizer que a versão de 2026 não tenha sido um avanço frente a zona generalizada que foi a de 2025. Duvido. Teria que ser um ser humano diferente, do tipo muito do contra.

A organização fez muito bem ao evento, e não tirou nada de sua natureza original, que é ser um encontro livre, leve e solto. Uma simples conferência para entrar na praça, apenas motos com mais de 30 anos. As outras motos, pararam em volta, sem, ao meu ver, nenhum problema. Eu cheguei as 11hs e parei com muita facilidade. As motocas clássicas com uma mínima proteção que não impediu a proximidade dos interessados.

Uma vez na praça, reinou a alegria de encontrar os caboclos que como eu, foram lá fazer a sua prova de vida. Quem não foi, da velha guarda, sem motivo sério, está morto. É assim que funciona. Como não poderia deixar de acontecer, Ralf estava lá, é claro. William James Cabelinho, o quase gnomo que aparece do nada ao ser invocado o seu nome, também. E Kadu, João Mendes, Risso, Bebeto, Bernardo, Kleber, Medeiros, Lula, Renatinho Muniz, Cabeção, Marolla, os Mários, Ricardo Lyra, Fabiano, “just to name a few”.

Ao Rodrigo Aragão, os parabéns. Não sei quem mais participou desta organização, mas sei que ele e sua Garage 98 entraram firme nesta onda e ainda levou lindas motos para expor. Incríveis.

Fiz 63 anos dia 28 de maio. Quanto mais idade eu vou somando, mais emotivo e emocionado eu vou ficando e mais feliz eu fico de encontrar os meus amigos antigos do motociclismo. Amigos que passaram por tantas coisas, sozinhos e comigo. Em viagens, em encontros, nas pistas, em todos os lugares. Nossos altos e baixos e fica a constatação que as motos vão e vêm, o dinheiro vai e vem, mas o que fica, sempre fica, no final de tudo, é a amizade, o companheirismo, a sensação de que dividimos emoções neste mundo. E é disso, principalmente, que se vive a vida.

Fui lá. Estou muito vivo. Que venha o XXI, estarei lá. Amém. Vejam minhas fotos: