Bagnaia – Oitavo Vencedor.

Esse é o tipo de campeonato a que vale a pena assistir: quatro dos seis fabricantes já venceram, com a Yamaha liderando com 6 vitórias, Ducati com 4, KTM 2 e a única vitória da Honda na Alemanha. Fica meio chato pra Suzuki, que tem uma boa moto, um piloto agressivo e constante, mas continua meio perdida sem o Brívio e anda desesperada para achar alguém que o substitua.

Bagnaia foi perfeito na corrida e conquistou a primeira vitória italiana em 2021, que também é a 250ª do país no campeonato. Márquez não decepcionou, mesmo tendo caído tanto na sexta quanto no sábado, três vezes em Silverstone e também na Áustria, na chuva. Tentou o que pôde, mas o italiano fez linhas fechadas e perfeitas, obrigando o catalão a fazer tentativas kamikazes que sempre foram imediatamente respondidas. Na minha última coluna eu criei uma meta de 45 pontos em 3 provas para o Márquez mostrar que está se recuperando. Faltam 25 em Misano e Austin.

Mir teve um bom ritmo de corrida, apenas 2 décimos mais lento que os líderes. Aleix tornou a levar bem a Aprilia, mas perdeu muito rendimento nas últimas 3 voltas. Pena que o Miller relaxou em 5º depois que quase perdeu a frente na última curva, pois se tivesse sido menos conservador, teria levado 2 pontos a mais pra casa.

Pra mim, depois dos líderes, o piloto da corrida foi o Enea “La Bestia” Bastianini. Chegou em um ótimo 6º e foi o piloto mais rápido nas 3 últimas voltas, com uma Ducati 2019! Esse cara tem um enorme talento e o imagino disputando vitórias com o Martin daqui a alguns anos.

Quartararo não tinha ritmo para pódio, mas andou abaixo do que ele mesmo esperava. Graças ao seu talento salvou um 8º, mas chegou a andar em décimo. Decepções: Zarco, que inventou uma escolha de pneus diferente de todos os outros pilotos e perdeu 7 posições, chegando em 17º, Pol, que perdeu quase um segundo por volta em relação ao MM e chegou 3 posições atrás do Nakagami, Oliveira, que ainda não se recuperou da contusão da mão direita ocorrida no GP da Styria, e Rins, que conseguiu um 1º e um 2º lugares na mesma pista há um ano e se arrastou pra conseguir um 12º.

Misano é uma pista onde a Yamaha vai muito bem e acredito que haverá um grupo maior disputando a ponta. Morbidelli volta, agora na Yamaha oficial, e Dovizioso estreia na Petronas. Estou com o Mario: na maior curiosidade para ver o pega Dovi/Viñales. 😊

A Moto2 consagrou a equipe KTM Ajo como campeã faltando ainda 5 provas para acabar o campeonato. Fizeram nova dobradinha, com o espanhol (e rookie) Raul Fernandez destruindo os adversários mesmo com a mão direita recém-operada. É um fenômeno e tanto ele como o Remy Gardner vão fazer o Hervé Poncharal rir de orelha a orelha na Tech3 em 2022. Sam Lowes caiu de novo. Pena: é um piloto muito rápido, mas precisa ver a bandeira quadriculada mais vezes. Em 3º chegou o Augusto Fernandez, que já assinou com o Aki Ajo para 2022. Ou seja, o finlandês estava rindo à toa.

Na Moto3, mais uma ótima corrida do Dennis Foggia, que tem 2 vitórias e 3 terceiros nas últimas 6 corridas e está em litígio com a Leopard. Poncharal comemorou os dois pilotos da Tech3 no pódio, com o turco perdendo a ponta na última volta. O atual líder do campeonato e provável campeão fez uma enorme bobagem faltando 4 voltas e acabou com a boa corrida do Xavier Artigas. Deveria pegar uma punição em Misano. Até porque deu risada quando seu adversário mais próximo, Sergio Garcia, caiu na última volta quando estava em terceiro. O moleque é talentoso e debochado. 😊

Contando as horas para Misano.
Até lá!

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