Resultado dos testes de Pré-Temporada do MotoGP

É meus amiguinhos, com o final dos testes em Portimão, Portugal, o MotoGP só tem agora as corridas pela frente. E corridas em um novo formato, com as Sprint Races do sábado, mais um desafio para os pilotos, motos e equipes.

E como ficamos? Ora, ficamos com a sensação de que a Ducati irá fazer barba, cabelo e bigode no campeonato deste ano.

Não bastasse a moto de 2022 acabar o ano muito boa, sua maior concorrente, a Suzuki GSXRRRRRRRRR caiu fora! KKKKKKKK. A Desmosedici GP foi muito desenvolvida ao longo do ano de 2022, e chegou agora em 2023 muito competente. Lembrando que a moto do campeão Bagnaia era uma moto mista, com o motor da 2021. Este foi o principal desafio que a Ducati Corse enfrentou no início do ano passado, uma moto imperfeita e que exigiu adaptações de última hora. Isso perturbou a equipe, deixou a Yamaha se assanhar mas uma vez que os Gremlins foram domados, massacraram a concorrência. Pois bem, para 2023 a Ducati não cometeu os mesmos erros e a Demosedici GP 2023 nasceu boa, nasceu ótima, com Bagnaia dominando os últimos treinos.

Logo após vem todas as outras Ducatis, em uma diferença marcante com os anos de domínio da Honda, quando somente Marc Marquez era capaz de andar com a RC213V. Ou mesmo a Yamaha, quando agora apenas Fabio Quartararo é capaz de usar a Yamaha M1.

Na Desmosedici GP todo mundo anda, todo mundo tem oportunidade de brilhar, de ganhar. Todo mundo quer andar com ela. Como se não bastasse ter a melhor moto, e mais versátil, tem também uma penca de pilotos rápidos e brilhantes, como Bastianini, Zarco, Alex Marques, Fabio Giannantonio, Luca Marini e Marco Bezzechi. Todos, absolutamente todos já fizeram pole, ou já ganharam corridas, ou foram mais rápidos… muitos fizeram pódiuns. Alex Marques chegou agora e já botou prá quebrar. E, como se fosse pouco, ainda vemos que a Equipe Gresini é um arraso, bem como a Pramac e a VR46. Não tem nenhum bobo.

Logo depois da Ducati nos resultados dos testes, apareceu a Aprilia. A moto mudou bastante nos detalhes. Não são muito visíveis, mas estão lá. Maverick Viñales, o rei dos treinos de pré-temporada andou mais do que os outros da Aprilia em Sepang, mas em Portimão ficou em terceiro, depois de um sempre brilhante e come quieto Miguel Oliveira. Espargaró e Mavecão terão que abrir bem o olho, porque o português é bué fixe…é porreiro. Andou isso tudo com a moto velha, 2022. Mexeram na aerodinâmica da moto, um forte do Massimo Rivola, que veio da F1. Tem também a lenda de um motor novo que dizem ser mais forte e que estranhamente não andou em Portimão, mas que esperam usar na primeira corrida. Acho um risco danado, porque uma vez escolhido o motor, tem-se que ficar com ele até o fim da temporada. Até Fernandez andou bem. No final dos testes Aleix Espargaró foi direto para o hospital e cogita operar o braço antes da primeira corrida. Deu tipo um “arm pump” e ele ficou sem braço para usar.

A Honda progrediu muito pouco e Marc Marquez já disse que pódium nem pensar no início, que correrá para chegar entre quinto e décimo. Mir está progredindo aos poucos, e Rins também, com Lucio Cechinello dizendo que a cada dia Rins gosta mais da moto e se adapta a RC213V. Temos lá agora no comando técnico o antigo chefão da Suzuki e que fez uma moto excelente, que venceu duas das 3 últimas provas de 2022. É natural que a Honda esteja atrás da Ducati depois de tantos anos com problemas e que apenas MM carregava nas costas. O que não é natural é ver Marc Marquez sem disputar a ponta. Parece-nos que ele está bem fisicamente, que a moto é que não é páreo. E, quando estão assim meio perdidos, é normal que não venham tempos voadores, é muita coisa para testar, a moto não está pronta. Mas Marc Marquez é um animal de domingo, de corrida, nunca pode ser descartado. Ganhou corridas com um braço só em 2021. Vamos ver a dupla Mir e Rins como irá progredir, gosto muito deles.

A KTM Gas Gas também está cheia de coisas para testar, em um processo de italianizar a equipe, mas com resultados pífios até agora. A RC16 não tem se mostrado capaz de bater as Ducatis, Aprilias e até Yamahas. Só conseguiu bater na Honda, o atual, quem diria, saco de pancadas do MotoGP.  Estava se arrastando nos testes lá atrás, até que Binder arrancou um tempo para classificá-lo como nono… mas não me convenceu. Terá muito trabalho pela frente.

Finalizando temos a Yamaha M1, a última e única 4 cilindros em linha no parquinho, após a partida da Suzuki. E a moto estava em franca decadência. Pior agora que nem tem equipe satélite, terá que se virar com apenas dois pilotos, contra 8 (OITO) da Ducati na pista. Teremos um motor novo que é melhor do que o antigo, Quartararo misturou tudo o que levaram para a pista e no final, com uma moto Frankstein que é a moto nova com a roupa aerodinâmica da velha, virou para terceiro nos tempos. Um pequeno alívio, porque em Sepang, com pneus novos a moto ficou horrível e andou para os últimos lugares. E nosso quase patrício Morbidelli continua sem nenhuma moral, levando couro e mais couro do francesinho. Aí não dá, é carta fora do baralho para 2024, quando espera-se que Toprak Razgatioglu assuma esta segunda moto. A Yamaha transformou-se de uma moto fácil de andar em uma das motos mais difíceis, e que apenas Fabio Quartararo consegue arrancar tempos. Sem planos, sem idéias, sem equipe satélite… nem parece a Yamaha que apenas dois anos atrás venceu o MotoGP e o WSBK ao mesmo tempo.

Então é isso, vamos aguardar o campeonato, que tem Pecco Bagnaia como franco favorito para o bi-campeonato.

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestas em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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