Gresini estava muito mal no hospital, mas juro que não imaginei vê-lo morto de COVID-19. Certamente não faltaram recursos humanos e financeiros para ajudá-lo em sua batalha final, o que prova que esta Covid, quando acha alguém que seja realmente sensível para ela, não perdoa. Morreu jovem, 60 anos, um cara da minha geração.

Conheci-o pessoalmente em tempos de RioGP. Isso tem tempo e é claro que não posso falar muito aqui sobre sua personalidade e como ele realmente era. Nas quatro ou cinco vezes que estive com ele, foi tudo 100%, um cara direto, prático, alegre e um líder natural em sua equipe. Sempre terminava suas frases com um sorriso.

Não é para menos, estreou como piloto em 1983 e já foi campeão em 1985, sendo bi em 1987. Tinha moral para sua função.

Como chefe de equipe, um chefe sensacional, uma parceria com a Honda incrível e que lhe deu títulos e muitas alegrias. algumas tristezas também, como os acidentes de Daijiro Kato e Simoncelli. Conquistou quatro títulos de piloto na Moto3, Moto2 e MotoE. No MotoGP, foi vice-campeão três vezes, com com Sete Gibernau (que herdou o esquema do Kato) e Marco Melandri.

Em seu “novo” posto de equipe Aprilia, a moto não deu-lhe muita chance de brilhar, mas nunca a competência sua ou de sua equipe esteve em questão.

Adeus Fausto Gresini, um campeão do mundo, bem sucedido com piloto, como chefe de equipe, como pessoa. Fará muita falta no paddock e na vida de todos os que o conheciam.



