Catar 2026

Meus amigos, se um dia me convocarem para tocar o campeonato mundial de MotoGP eu iria mexer em tudo. Eu já achava ruim no tempo da Dorna, agora na era Liberty + Dorna, pior ainda. É assunto para um post inteirinho.

Eu de cara, pois é o que mais me irrita, eu cortaria a quantidade de GPs. Hoje são muitos, são demais, eu, por exemplo, já não aguento mais. Para ficar no meio termo, cortaria para uns 15, no máximo. Depois, acabaria com esta verdadeira palhaçada que são as corridas Sprint, que parecem servir apenas para colocar mais dinheiro no bolso do banco que controla as corridas, e cansar os pilotos. No mínimo eles teriam que ganhar o dobro, pois arriscam-se o dobro. Vejam que ontem o Pecco quebrou o pé na Sprint.

Colocaria uma regra que piloto para subir do Moto2 tem que ser campeão, ou vice ou um mínimo de vitórias. Kbou esta bagunça de moleques sem currículo subirem para o MotoGP. Será tipo Escola de Samba, os dois últimos do MotoGP caem fora e sobem dois do Moto2, kkkkkk.

E por último e mais controverso, poderiam voltar os 2T de 500 para correr contra 1000 de 4T. Tudo junto e misturado e com asinhas limitadas. Estas antenas de WiFi espalhadas pela moto, nunca mais!!! kkkkkk. E a mesma coisa para as categorias intermediárias, 250 2T x 500 4T e 125 2T x 250 4T.

Doha é sensacional

Voltando para as corridas, as Aprilias continuam melhores, Marc Marquez continua sendo o melhor piloto e Jorge Martin é valente. Este seria o resumo em uma frase deste fim de semana nas Arábias. O GP noturno é muito legal, este eu faria questão de manter. Lembro-me que fiz uma corrida noturna de MX, no Sambódromo e foi muito legal!!

Bezzecchi andou bem para largar na pole e tinha tudo para ganhar as duas provas. Mas empolgou-se e deu um certo azar na corrida de sábado, pois forçou por dentro em cima da Formiga Atômica e acabou caindo. Olhando pela camera principal da prova, ficou claro que MM jogou a moto em cima da moto dele, o que poderia gerar até punição. Mas, olhando pela câmera que veio atrás, ficou também mais claro ainda que como as motos não têm retrovisor, não tinha como o Marc saber que o Bez iria meter por dentro como um porra louca, como fez. Marc buscou a linha dele, Bez veio por trás como uma vaca brava e o acertou. Deu sorte a Formiga que não caiu, mas a pancada foi forte ao ponto de fazer o seu airbag encher.

Depois Marc Marquez teve que se esforçar muito, porque um improvável Jorge Martin chegou na ponta e perigou até vencer a prova e descontar uns pontinhos. Aí não, seria humilhação, a Aprilia vencer com um braço só… Marc respirou fundo, ganhou e o Diggia ajudou, passando o Jorge Martin também e chegando em segundo. Sensacional o esforço e o resultado do Jorge Martin, respeito máximo.

Para o domingo não teve choro nem vela, The Bez largou na ponta e despachou geral, na maior tranquilidade. Dizem até que veio assistindo umas TurkShorts no painel da moto, tamanho controle. O novo Marc Marquez não foi bobo de tentar brigar com ninguém e arriscar um estabaco em uma pista onde a Aprilia deu mostras de estar super bem. Logo no início Acosta o aliviou por conta de problemas no regulamento dos pneus, e no final o Raul Fernandez apresentou problemas, segundo ele, de consumo de combustível, de modo que Marc chegou em segundo e saiu do Catar com muitos mais pontos de liderança do que chegou. Missão cumprida.

Foi um GP estranho, com a ausência da Yamaha e seus pilotos. Não que mudaria alguma coisa, as Yamahas são atualmente as piores motos do grid. Lecuona e principalmente Jake Dixon, fizeram boas apresentações. No sábado o Diogo marcou uns pontinhos mas no domingo não deu.. não sei porque, ele abandonou.

Digno de nota foi o tombaço do Pecco Bagnaia, que levou uma pancada do Fermín Aldeguer e voou da moto, quebrando o pé. Uma pena, ele estava andando bem no Catar.

Espero não ter escrito muitas bobagens, vamos aguardar a análise mais técnica que o André sempre faz nas segundas-feiras e vamos esperar o GP de Portugal. A Formiga está com uma mão na taça.

Até lá.

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestras em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. É Mestre em Artes e Design pela PUC-Rio. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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