DIOGO CAMPEÃO DO MUNDO

Estou muito emocionado. Hoje, a chegada do Diogo Moreira deu sentido a toda a trajetória do motociclismo de motovelocidade brasileiro de todos os tempos. Em todas as categorias, em todas as pistas, em qualquer lugar.

Qualquer piloto brasileiro que tenha subido em uma moto de motovelocidade para disputar qualquer corrida, qualquer chefe de equipe, qualquer mecânico, cartola, qualquer um que tenha acompanhado de perto este esporte maravilhoso, com a vitória de Diogo Moreira, achou um sentido maior para tudo o que fez e faz pela motovelocidade.

Porque o Diogo, mesmo sem ter um único patrocinador brasileiro (tem?), mesmo tendo saído do Brasil bem novinho para poder desenvolver-se na Espanha, começou aqui, foi reconhecido como talentoso aqui no Brasil, foi apoiado inicialmente aqui no Brasil e daqui foi levado para a Europa, para brilhar. Eu, que não sou influencer boquirroto, não conheço muito bem a história do nosso Campeão Mundial. Escutei na TV pelo Fausto Macieira e Juliana que ele foi descoberto pelo também grande Alex Barros, criança, no Motocross. Depois, para onde foi, onde correu, que títulos conquistou, não sei. Só passei a acompanhar quando chegou na Moto3.

Chegou como um Eric Granado 2, mais um brasileiro que chegou lá, mas, pelo menos eu, ignorante, sem maiores expectativas. Na Moto3 me irritou muitas vezes com sua mania de deixar para marcar voltas rápidas no final dos treinos, demorou para vencer, mas venceu. Talvez vocês não tenham a noção do quão difícil é vencer uma corrida de mundial em qualquer categoria. Uma vitória, uma única vitória, na Moto3, já foi o suficiente para colocá-lo na história e consolidá-lo na época como uma promessa consolidada. Ele virou um “proved GP winner” e em sua trajetória como piloto foi deixando a cada dia e corrida mais clara a sua força mental, o seu método de trabalho, o seu talento.

Diogo me irritou muito pouco, sua carreira praticamente só andou para a frente, melhor a cada treino, a cada corrida, a cada entrevista. Com esta incrível acelerada na segunda metade deste campeonato de 2025.

Depois de ser o melhor estreante de 2024, veio vindo muito bem em 2025, eu já estava surpreendido e mega feliz com o seu terceiro lugar no campeonato até a metade deste ano. Super feliz. Diogo protagonista. Superar mais de 60 pontos para ser campeão, estava fora de minha expectativa.

Hoje foi apenas o seu quadragésimo GP, quando os astros se alinham, quando tem que ser, não tem jeito. Diogo, agora como Campeão do Mundo, é um talento consolidado, apoiado por Alex Barros, por Marc Marquez, pela Honda, por toda a mídia mundial e por todos os brasileiros. Cai pouco, não fala bobagens, trabalha muito, é rapidíssimo, sobe para o MotoGP como campeão da Moto2, é novo, tem tudo para continuar crescendo para tornar-se campeão também no MotoGP, pois Marc Marquez não viverá para sempre e Diogo, após um ano de rookie em 2026, poderá muito bem ser candidato ao título já de 2027 para frente, quando Marc, Quartararo e todos os outros já estarão mais cansados e tudo mudará nas motos.

Ele não podia subir em momento mais auspicioso. Tomara que tenha mais sorte ainda do que teve Alex Barros, que teve sorte, mas ela falhou em momentos muito importantes.

Parabéns para Diogo Moreira, para Adu Celso, para Marco Lagartixa Greco, para Antonio Jorge Neto, para Alex Barros, para Cesar Barros, Edmar Ferreira, Eric Granado. Mas também para Tinho, Renatinho Muniz, Othon, Victor Cabeção, Betoge, Neizinho (in memorian), ao vovô Levy, Nelsinho Ricciardi, Bebeto, Marcelo Medeiros, Cabelinho, Kothy, meu mecânico Edinho, meu mecânico Tadeu, os que eu lembrei agora, mas parabéns para todos nós que batalhamos e torcemos pela motovelocidade no Brasil.

Até hoje eu nunca tinha pensado que veria isso, um brasileiro campeão do mundo na motovelocidade, o que o coloca em pé de igualdade com outros grandes campeões. Parabéns Diogo Moreira, brasileiro Campeão do Mundo de Moto2.

Vou chorar mais um pouco e depois escrevo sobre a corrida do MotoGP de hoje.

O Coelhão Alex Barros. O que será que passou por sua cabeça hoje…

Publicitário, Designer, Historiador, Jornalista e Pioneiro na Computação Gráfica. Começou em publicidade na Artplan Publicidade, no estúdio, com apenas 15 anos. Aos 18 foi para a Propeg, já como Chefe de Estúdio e depois, ainda no estúdio, para a Agência da Casa, atual CGCOM, House da TV Globo. Aos 20 anos passou a Direção de Arte do Merchandising da TV Globo onde ficou por 3 anos. Mudando de atuação mais uma vez, do Merchandising passou a Computação Gráfica, como Animador da Globo Computação Gráfica, depois Globograph. Fundou então a Intervalo Produções, que cresceu até tornar-se uma das maiores produtoras de Computação Gráfica do país. Foi criador, sócio e Diretor de Tecnologia da D+,depois D+W, agência de publicidade que marcou uma época no mercado carioca e também sócio de um dos primeiros provedores de internet da cidade, a Easynet. Durante sua carreira recebeu vários prêmios nacionais, regionais e também foi finalista no prestigiado London Festival. Todos com filmes de animação e efeitos especiais. Como convidado, proferiu palestras em diversas universidades cariocas e também no 21º Festival da ABP, em 1999. Em 2000 fundou a Imagina Produções (www.imagina.com.br), onde é Diretor de Animações, Filmes e Efeitos até hoje. Foi Campeão Carioca de Judô aos 15 anos, Piloto de Motocross e Superbike, mantém até hoje a paixão pelo motociclismo, seja ele off-road, motovelocidade e "até" Harley-Davidson, onde é membro fundador do Museu HD em Milwaukee. É Presidente do ForzaRio Desmo Owners Club (www.forzario.com.br) e criou o site Motozoo®, www.motozoo.com.br, onde escreve sobre motociclismo. É Mestre em Artes e Design pela PUC-Rio. Como historiador, escreve em https://olhandoacidade.imagina.com.br. Maiores informações em: https://bio.site/mariobarreto

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