Corridaça! Mugello 2016 MotoGP

Meus camaradas, que corridaça!

Aqui pelo Rio a temperatura começou a baixar e finalmente está bom novamente colocar o macacão para andar nas estradas. Hoje então, fez um dia bacana, e um grupão subiu a serra de Petrópolis para ir assistir a corrida na Casa do Alemão de Itaipava.

Galera na Torcida!
Galera na Torcida!
Ducati na Casa da Alemão!
Ducati na Casa da Alemão!

Foi muito divertido, a maior torcida para o Valentino Rossi, como sempre, mas a torcida da Ducati estava lá presente para azucrinar. Estávamos correndo em casa e largando da primeira fila né?

Não analisei os treinos mas o Rossi está realmente determinado e rápido. Fazer a pole não foi pouca coisa não e na corrida estava muito competitivo. Lorenzo largou muito bem mas o Rossi pendurou no seu cangote dando mostras de que poderia passar a qualquer momento. Pressionou Lorenzo para um erro mas o Lorenzo não rachou, não errou nada. Já Rossi errou umas duas vezes na difícil freada do final da reta, afinal, são 340 km/h, uma bestialidade.

Mas recuperou fácil, deu mostras de que realmente estava competitivo. Deu mostras também de que o vácuo nesta pista estava  forte, pois vinha atrás do Lorenzo na reta e parecia que sua moto andava mais. No fim da corrida iríamos ver a importância disso.

Infelizmente o motor da Yamaha abriu o bico e nunca saberemos o que o velho iria aprontar. Soube depois, que aconteceu o mesmo com o Lorenzo no warm-up, fumou um dos motores dele. As Yamaha’s estão andando muito mesmo, assim quebra motor!!!

As modificações que o Dorna trouxe, a ECU única, realmente animaram um pouco as coisas. Voltei a ver motos empinando, motos sacudindo horrores, coisa que não se via antes.

Depois falo do Marc Marquez. Mais atrás Viñales e Iannone largaram mal e vieram babando. Eu torço mais para o Dovi, acho um piloto mais técnico e menos afobado, mas é inegável que o Crazy Joe está mais rápido. Quando não faz merda, vira mais rápido. Hoje fez merda, largou pessimamente, ao contrário de Dovi, que sempre larga bem, mas sua velocidade o fez andar horrores e colocou a Ducati no pódium. Dovizioso e Pedrosa fizeram ótima corrida também, pena que no pódium só caibam 3.

E Marc Marquez? Ele é muito bom! Carrega a RCV nas costas, todo de lado, sacudindo. Fez as duas últimas voltas com a faca nos dentes e duas voltas andando a 110% ele já provou que consegue. Agressivo  demais, fez uma aproximação de tarado, ultrapassagens de tarado e por 0.019 não levou uma prova onde ficou claro que não tinha moto para vencer. Sensacional o Marc.

E o Lorenzo? Incrível como não rachou sob pressão. Primeiro do Rossi e depois do Marc. Devolveu ultrapassagens na mesma agressividade e no final usou o vácuo e a melhor aceleração da Yamaha para ganhar uma prova que parecia perdia na última volta. É disso que Marc e Pedrosa reclamam da RCV 2016, falta aceleração, falta drive, não falta potência.

Corridaça, sensacional. Uma pena o Rossi ter ficado fora desta, mas ainda falta muito.

Abraços

Mário Barreto.

MotoGP LeMans 2016

É meus camaradas, a corrida de LeMans embolou o campeonato.

As Yamahas quando andam, quando Lorenzo está inspirado, vooam e não tem para as Hondas ou Ducati’s. Que bom que a Yamaha não está de crocodilagem e não deu uma moto com motor de Fazer para o Lorenzo. Desde os treinos todos viram que ele seria imbatível, consistentemente mais rápido em todos os fundamentos.

A Ducati ainda sonhava em largar na frente e atrapalhar, Dovi largou otimamente e quase conseguiu, mas não deu, Lorenzo pegou a ponta e lá ficou até o final.  Venceu de ponta a ponta com a maior moral e agora lidera o campeonato.

Atrás as coisas foram mais divertidas, com muitas quedas e ultrapassagens. As Ducati’s já estão melhores do que as Honda’s, que estão previsivelmente (ver comentários em posts antigos) sofrendo muito mais com a nova eletrônica. Só Marc Marquez consegue andar mais rápido com elas, mas com dificuldade. Das 5 Hondas na pista, 4 caíram, inclusive o Marc. E o Crutchlow não conta, pois ele cai em todas.

Na briga das Ducati’s primeiro caiu Ianonne, outro que cai toda hora, e depois, no lance mais engraçado da corrida, o tombo sincronizado de Dovi e Marc Marquez. Foi ao passar sobre um remendo na pista. As vezes a queda do piloto na frente tira a sua concentração e vc acaba caindo também. Mas não foi isso, Marc disse que só viu o Dovi caindo quando já estava no chão. Já Dovi disse que inclinou demais e nenhum dos dois falou mal do pneu Michelin. Mas com tantas quedas na corrida, é claro que o feedback do pneu dianteiro estava ruim, com os pilotos falhando em conseguir sensações para não passar do limite.

Rossi fez uma corrida brilhante, passou todos que tinha que passar e nem podemos dizer que chegou ao pódium com as quedas. Ele chegaria lá de qualquer maneira e já tinha passado a dupla Dovi e Marc Marquez. E jogou cascas de banana para derrubar os dois, hahahaha.

Quem se aproveitou e muito foi Maverick Viñales, que botou a Suzuki no pódium mas caíram 3 motos na frente dele. Mesmo assim foi bom ver a Suzuki lá novamente. Dá um gás.

Começou tudo de novo então. As Yamahas estão fortes em tudo, as Ducati’s melhorando mas ainda precisando de mais consistência da moto e dos pilotos. E a Honda, pode começar a trabalhar na moto do ano que vem. Mesmo com Marc andando bem, a RCV parece não ser páreo para o campeonato. Uma pena, eu estava torcendo para ele este ano.

Abraços

Mario Barreto

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Triumph Explorer 1200

Meus camaradas,

Finalmente cavei uma oportunidade para testar mais completamente a incrível Triumph Explorer 1200.  Não foi a primeira vez que andei na moto, mas todas as anteriores foram  apenas pequenos e rápidos contatos. Desta vez, passei o fim de semana inteiro com a moto do meu amigo Cid, para fazer um pequena viagem na serra com a Karina. Foi tudo ótimo.

Algumas motos inventam categorias, e a categoria desta moto, Bigtrail Aventureira, foi meio que inventada pela BMW GS. Comparando, são as SUV do mundo das motos. É uma categoria de prestígio, com motos top, caras, bem construídas e que exploram todas as opções de motores. Temos a BMW GS com o motor de 2 cilindros flat boxer, a Yamaha Teneré e Honda Africa Twin com seu paralelo twin,  a Ducati Multistrada e Suzuki VStrom com o motor twin em L, a KTM Adventure e Aprilia Dorsoduro com os seus motores em V mais fechado, a Kawasaki Versys e a BMW XR com 4 cilindros em linha, a Guzzi Stelvio  com um grande V transversal e finalmente, a Explorer com o seu potente 3 cilindros em linha. Acho que não esqueci de nenhuma… Cada escolha dá uma personalidade diferente ao motor.

Explorer 1

Já conheço algumas delas no sentido bíblico, mas não pretendo escrever como um comparativo, e sim relatar como foi a minha experiência com a Triumph.

De todas citadas, talvez a que mais espelhe a GS seja a Explorer, na aparência, no tamanho. Ela é grande, bem grande. Eu não sou muito grande e nem estou muito forte, de maneira que eu tenho que ter muito cuidado no manuseio da bruta com o motor desligado. Sentado na moto ela nem é tão alta, com 1.74m eu apoio bem os pés no chão. O largo guidão dá uma excelente alavanca de manobra, o problema é apenas o peso. Enquanto eu não fizer nada errado e não precisar segurar o peso no braço, tudo bem. Mas não posso me meter em situações limites. Consegui colocar no descanso central, mas não foi fácil. Com treino e mais intimidade eu com certeza eu irei melhorar e aumentar o envelope de manobras, mas sempre dentro de um limite estreito.

Ligou o motor e o peso deixa de ser problema. Tem motor para carregar umas 10 Explorers uma em cima da outra. O 3 cilindros em linha de 1200cc é bem forte, bem elástico, suave, vibra pouco e tem um “arranhadinho” no ronco e vibração que são característicos dos 3 cilindros. Não é lisinho como um 4 em linha, nem vibra como um 2. Fica no meio, neste caso um pouco mais para o 4, mas ainda assim no meio. Digo isso porque o 3 cilindros da Triumph 675, por exemplo, em tudo parece um 4 cilindros. O motor da Explorer é silencioso, prestativo, retoma sem hesitar desde os mais baixos giros. Mas não é um 2 cilindros em torque. Não reclama mas ele gosta mesmo é de girar mais alto. Fica ali pelos giros baixos sem reclamar mas pedindo para ser acelerada. Não é aflita, mas é quase.

Na cidade vai bem, como moto bem polida que é, mas não é fã dos corredores entre os  carros e até os 90 km/h ela sopra calor nas coxas do piloto. É engraçado, porque parada ela não esquenta as pernas, e depois dos 90 km/h o vento leva o calor para longe sem perturbar, porém, na cidade até os 90, fica um calor nas coxas. Chegou na estrada livre, um imenso sorriso se abre no rosto, é disso que ela gosta, é disso que ela precisa, espaço para esticar as rodas.

Explorer 2

É uma delícia usá-la na estrada, uma moto fácil de usar, sem macetes ou manias. Reparei que o acelerador é um pouco sensível demais para o meu gosto. Ser leve é bom, mas ser sensível me incomodou as vezes, acredito que ele pode ser mais suave e progressivo. A moto é muito potente e as vezes esta brutalidade no toque do acelerador faz balançar e assustar o garupa.

Para liquidar os reparos que faço, também não fiquei fã do “ataque” do freio dianteiro. Ele é muito “madeirado”. Explicando, ao testar um freio eu observo o ataque, a potência e a sensibilidade. O ataque é aquela mordida inicial, que na Triumph me pareceu fraca. Depois a potência aparece, mas eu gosto de freios mais agressivos. Talvez uma simples troca de pastilhas resolva.

De todas as qualidades da moto, a que mais me impressionou, na verdade me surpreendeu, foi o incrível equilíbrio e estabilidade do conjunto. A muito é muito bem suspensa e calçada. Fiz um trajeto com incontáveis curvas, com garupa, e hora nenhuma tive que mudar de idéia por conta de alguma dificuldade da moto em seguir minhas linhas. Não é leve nem pesada, é precisa, é fácil, é telepática. Fico tentado a dizer perfeita, porém lembrei que acabei de escrever que o acelerador pode melhorar, bem como o freio. Falta pouco.

O computador de bordo calculou um consumo de 17.5 km/l, que não achei uma maravilha mas é adequado para o que recebi em performance e conforto.

Explorer 3

Eu e a Karina adoramos o passeio, todo feito no maior conforto e tranquilidade. A moto é sólida como uma rocha, esbanja qualidades e merece o sucesso que tem feito. Suas concorrentes são fortíssimas, algumas mais completas, outras mais potentes, outras ainda melhores para o off-road, mas além de tudo, a Triumph Explorer tem bom preço. Por isso o pacote tem feito tanto sucesso de vendas.

Obrigado Cid pela moto e a Karina pela adorável companhia.

Abraços

Mário Barreto

Explorer 4

 

 

MotoGP Jerez 2016

É galera, vejam a cara do Lorenzo com o Ramón Forcada… não é boa né?

Após anunciar sua partida para a Ducati em 2017, imediatamente o Rossi fez uma coisa que não fazia tem anos!!! Hahahaha! Não se trata de ganhar corridas, pois ele ganhou ano passado, mas sim de ganhar de ponta a ponta, fazendo pole e o escambau.

Todos sabem que não tenho mais a simpatia que já tive pelo Rossi, então fica fácil achar que o Lorenzo nunca mais vai ter uma moto igual a dele. Como era no tempo do Rossi com o Colin Edwards. Nunca vou me esquecer do dia em que o Rossi caiu, machucou-se e precisaram que o Colin desse combate ao Nick Hayden. Neste dia, Colin que andava sempre para quinto ou sexto, fez a pole e quase ganhou a corrida. Acho que isso vai acontecer agora, vamos acompanhar.

Rossi em Jerez, em forma
Rossi em Jerez, em forma

Como o Rossi está andando muito, e agora mais motivado do que nunca com a saída do Lorenzo, a Yamaha poderia arriscar e escolher o piloto para ser campeão. Não basta dar uma moto melhor um tiquinho, o piloto tem que conseguir aproveitar isso, e o Rossi consegue. Lembrando que isso já seria esperado, mas mais para o meio do ano. Lorenzo não dará mais pitaco no desenvolvimento da moto, não testará a moto 2017, talvez receba peças especiais com mais atraso… é isso, virou segundo piloto. Desconfiar que Rossi teve moto melhor é recalque, mas que o Lorenzo virou piloto número 2, mesmo sendo campeão do mundo, é fato.

É o problema de resolver muito cedo as trocas de equipe, isso tinha que mudar, tinha que ser proibido.

A corrida foi um saco, com pouca emoção. Na estréia das asas novas nas Suzuki’s e Aprilias, sem falar as Honda’s que tiveram suas asas aumentadas, eu comentaria a atuação do Aleix Espargaró que finalmente chegou na frente do Viñales, e do Bautista que quase foi ao Q2 com a Aprilia RS GP, uma melhora e tanto! Ambos correndo em casa. Na corrida a Aprilia não brilhou, nem as Ducati’s. Iannone levou pau de Suzuki, algo anormal para hoje em dia e Dovi mais uma vez teve azar!!!! Soltou uma peça da bomba (?) e foi parar na roda, travando-a. Apostei que Carl Crutchlow iria cair antes da décima volta e me dei mal. Eu estava péssimo, porque apostei que Rossi passaria a primeira volta em quinto, e o velho liderou de ponta a ponta.

Mãe Jaciara precisa trabalhar mais
Mãe Jaciara precisa trabalhar mais

Vamos ter que aguardar mais corridas para saber como vão ficar as coisas. Até agora sabemos que as Honda’s não estão boas, que as Yamaha’s estão sobrando, que as Ducati’s não tem um piloto de ponta, que as Suzuki’s e as Aprilias estão melhorando. Falta saber como Lorenzo e Forcada irão ser atendidos pela Yamaha.

Abraços

Mario Barreto

Entrevista Levy Lopes – Nosso Globetrotter

Continuando com o nosso projeto de entrevistas, desta vez vamos descobrir como o  Levy, nosso amigo e motociclista carioca conseguiu tanta disposição para viajar, pilotar e andar de moto, com tanta história para contar.

 

Como tudo começou Levy?

Eu morava em Marilia,interior de SP quando tive minha primeira moto, aos 15 anos, uma Leonette, ciclomotor da Jawa. Eu nem podia pilotar pois so era permitido com 16 anos e com autorização do pai, por isso fugia todo dia do Guido Modeli, delegado local que me perseguia com seu fusquinha.
Depois comprei, de segunda mão, uma Mondial 50cc motor dois tempos, já uma moto moderna, com pinta de esportiva e com ela participei da minha primeira corrida, num circuito de rua, em Pederneiras uma cidade vizinha.
Então a paixão por corridas já vem de longe…
Pois é, só tinha Lambrettas ,LD 150 e LI 175cc, todas peladas,sem carenagem e tinha uma Hondinha 75cc. Eu não tinha a menor idéia, a inscrição foi feita pelo Beto, o mecânico, pois eu não tinha idade para correr. Já estava no grid pra largar quando o Beto veio correndo com um capacete e uma jaqueta de couro, eu resisti em pôr mas me falaram que era obrigatório… eu ia largar de jeans,camiseta e tênis. Largamos, viramos a primeira esquina e um descidão de duas quadras e na esquina a esquerda a Hondinha abriu e eu passei por dentro! Só ouvi a turma mariliense gritar, aí Levy! Mais duas voltas passei umas 6 Lambrettas e aí o pessoal de Marília fez sinal pra eu passar por baixo das cordas que fechavam o circuito e fugir pois o delegado local descobriu a tramóia na inscrição e que eu não tinha idade.
No dia seguinte saiu meu nome no jornal de Marília, contando a façanha do garoto que tinha corrido em Pederneiras e dando coro nas Lambrettonas teve que abandonar por motivos policiais… claro que meu pai viu e encerrou ali minha carreira de piloto.
Hahaha! Muito boa história, mas não acabou aí a carreira de piloto não é? Como sua história com as motos continuou?
Bem, o tempo passou, algumas reformas na Mondial mas aos 17 anos meu pai teve sérios problemas financeiros e o que me restou foi a Mondial, que com lágrimas nos olhos vendi para para bancar 3 meses de pensão em São Paulo, Capital, onde me aventurei a ir trabalhar, estudar e tentar ganhar a vida.
Foram anos de penúria, solidão e dureza mas consegui dar a volta por cima e transferido para o Rio por questão de trabalho, voltei a ter contato com a moto de novo.
Aluguei uma CB360 de um colega de trabalho e logo comprei uma CB 400 Four vermelha, depois uma CB 750 Indy montada no Brasil e logo que abriu a importação uma Kawa Ninja ZX-10. Com ela comecei a viajar com uma galera, Beto Javali, Germano, Mario Preto, Feijão e outros, era o Trem da Morte.
Foi aí que comecei frequentar o encontro das quartas feiras em Copacabana e conheci duas pessoas que foram decisivas no meu mundo de motociclista. O Bebeto, que falou dos trackdays em Jacarepaguá e o Mario Miúdo que me contava das suas viagens de moto pela América do Sul.
Não conheço todos, mas com certeza o Juiz Moro decretaria formação de quadrilha. Animou-se então a voltar as pistas…
Eu tinha então uma Suzuki 750 GSX-F e fui fazer meu primeiro track day. Depois de algumas voltas vi que conseguia andar com as R mas vi também que tinha a moto errada e comprei uma CBR-600F. Estávamos em 1999 e eu já tinha 48 anos.  Soube então das corridas e resolvi me aventurar em Interlagos, meti a moto já com carenagem de pista dentro de uma Caravan da Chrysler, sem bancos e mesmo assim tendo que tirar a bolha pois não entrava no carro. Chegando em Interlagos eu não sabia nem pra onde virava e na largada, dentro do grid, fiz a famosa pergunta, “o que to fazendo aqui?”
Mas peguei gosto pela coisa e comecei a participar de trackdays e uma ou outra corrida, só no Rio e Interlagos. Da 600F, voltei pra CB500, depois para CBR 600RR 2003 e R1 2007. Só fui trocar pela BMW S1000RR em 2012, quando comecei a participar do Campeonato do Moto1000GP correndo em outros autódromos e ganhando mais experiência.
Depois de apanhar e cair muito com a S1000 em 2013 troquei pela ZX-10R e em 2014 corri o Superbike Series, categoria Light Master, ganhei 3 corridas das 4 em Interlagos e só não ganhei o Campeonato pois tive que faltar a etapa de Santa Cruz do Sul! Naquele fim de semana nasceu minha neta, eu ja era vovô então, com 63 anos, brigando com pilotos quase 20 anos mais jovens. Em 2015 fiz apenas 2 etapas e resolvi parar porque cheguei a conclusão de que ou eu ia para uma equipe de ponta, tendo que gastar uma fortuna para evoluir ou me dava por feliz de ter realizado um sonho de garoto. Mesmo tendo sido na terceira idade, ainda com vigor e disposição de adolescente.
Levy 2
Ganhando corridas!
Sei que ao mesmo tempo aconteceram as viagens. 
Sim, eu sonhava com as aventuras que o Mario Miúdo me contava, de suas aventuras pelas estradas e me lembro de um almoço no Gula Gula com o Cecelo, um amigo que dizia ter vontade de fazer uma viagem de moto pelo Chile e Argentina e eu disse:”pode ser semana que vem?”. Ele tinha uma Honda Shadow Classic 1.100 e eu aquela GSXF-750, portanto não combinava. Comprei então de um amigo uma Shadow 1.100 igual do Cecelo, só que preta, a dele era amarela, e fomos com as namoradas na garupa até Santiago, Puerto Montt e voltamos por Bariloche e Buenos Aires, rodando uns 11.000kms em uns 20 dias.
Cacetis! Iron Butt. E com garupas!
Aí não parei mais, foram várias viagens. Em 2004 fui até Ushuaia em uma Triumph Tiger 1050, na volta subindo  pela Carretera Austral e voltando por Santiago. Em 2007 fui a San Pedro de Atacama e em janeiro de 2010 fui a Salta no norte da Argentina.
E a volta ao mundo?
Em junho de 2010 com uma BMW GS 1200 Adventure fiz a grande aventura da minha vida que foi dar a Volta ao Mundo de Moto. Eu e um companheiro com outra GS despachamos as motos para Portugal de avião e dali subimos a Europa toda até a Escandinávia entrando na Rússia por São Petersburgo depois Moscou e cruzamos a Transiberiana até Vladivostok. Depois de ferryboat para a Coréia do Sul embarcamos as motos de avião para Los Angeles e descemos rodando pelo México, América Central e Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina. Foram 71 dias percorrendo 24 países, 3 continentes num total de 33.000 kms.
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Moscou
Quem tiver curiosidade pode ver como foi no blog www.levylopes.blogspot.com.
A partir de 2011, sempre com a garupa da Teresa minha mulher, fiz a Route 66 nos USA, em 2012 já de Honda Goldwing fui a Machu Pichu no Peru, via Rio Branco no Acre, subindo a Rodovia Transoceânica, que liga o Acre ao Pacífico, voltando pelo Chile e Argentina. Em 2013 no Carnaval um pulo a Gramado, fazendo a Rota dos Vinhos e no final do ano um roteiro pelo sul da Itália até a Sicília. Em 2014 uma outra viagem a Ushuaia com a valente Honda Goldwing, que encarou muito vento, rípio e lama mas que levou a mim e Teresa com toda segurança.
Em 2015 troquei a GW por uma BMW K1600 GTL, fizemos algumas viagens por Minas e outro passeio de novo pelos Alpes Suíços e Italianos.
Esse ano de 2016 temos um projeto ousado que esta em estudo e se der certo contamos na próxima.
Valeu Levy, obrigado por sua entrevista ao Motozoo®. Suas aventuras, viagens, suas corridas e competência como piloto e motociclista são um exemplo para todos nós, que amamos o motociclismo. Temos muito ainda para rodar!!! Cliquem no link do blog do Levy (acima no texto) e vejam mais fotos e fatos da viagem de volta ao mundo.
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Interlagos
Abraços
Mário Barreto

Para a fauna do Motociclismo