Eu não vi a corrida, acho que nunca vi uma corrida de Daytona, só pequenos trechos. Não transmitem aqui para o Brasil. Victor Braga, o piloto carioca recordista de participações neste evento, estava lá, complicando algum futuro brasileiro que queira quebrar o seu recorde de participações. Ele inclusive participou como piloto duas vezes, em 1996 e 1997 nas 100 milhas e super sport 600. São 40 anos consecutivos que ele está indo para lá. Uma vida.
Hoje o também piloto William James Cabelinho me enviou um vídeo:
https://www.facebook.com/reel/1299194098693215
Eu nunca tinha ouvido falar em Kayla Yaakov, nem sabia que tinha uma menina correndo contra os marmajos. Eu não sabia nada de nada. Mas ao ver o vídeo, o nome Kayla, a manopla rosa, imaginei logo o momento. Pesquisei por infos na internet e mandei o ChatGPT escrever um artigo com as infos que eu mandei para ele. Vejam abaixo o que ele fez, e que eu mexi só um pouquinho:
Se tem uma corrida que sempre rende história boa pra contar, essa corrida é a Daytona 200. E olha… a edição disputada no Daytona International Speedway, na Flórida, no último sábado (8 de março de 2026), entrou para o livro das grandes. Não só pela velocidade absurda das Ducatis, mas por um momento que eu diria sem medo de errar: histórico para o motociclismo feminino.
A menina que fez história em Daytona
É para assustar mesmo ver Kayla Yaakov, com apenas 18 anos, brigando ali no pelotão da frente. Mas o que veio na última volta foi daqueles momentos que fazem a gente levantar do sofá. A jovem piloto colocou sua Ducati Panigale V2 na disputa direta com Darryn Binder — sim, aquele mesmo que já passou pela MotoGP — e decidiu a parada na raça. Na saída da última curva, Kayla usou o vácuo, calculou o ataque com frieza de veterana e mergulhou na frente nos metros finais. Resultado: terceiro lugar por 0,166 segundo. E com isso ela fez algo que ninguém tinha conseguido em 84 anos de Daytona 200 e tornou-se a primeira mulher a subir ao pódio da prova.
Ducati dominando o baile
Se teve uma coisa clara nessa corrida foi a força da Ducati. A marca italiana simplesmente colocou quatro motos entre as cinco primeiras posições. Um domínio daqueles que fazem a concorrência voltar pro box pensando no que deu errado. E no topo de tudo estava Josh Herrin, companheiro de equipe de Kayla na Rahal Ducati Moto. Herrin venceu Daytona pela quarta vez consecutiva. Com isso ele chegou a cinco vitórias no total, igualando nomes gigantes da prova como Scott Russell e Miguel Duhamel. E não foi vitória apertada não. Herrin liderou boa parte da corrida e cruzou a linha 38 segundos à frente do segundo colocado.
Resultado entre os cinco primeiros
1 – Josh Herrin – vitória
2 – Tyler Scott – segundo lugar
3 – Kayla Yaakov – histórico pódio
4 – Darryn Binder
5 – Alessandro Di Mario
Ducati dominando geral.
Frieza de veterana aos 18 anos
O que mais me impressionou na corrida da Kayla não foi só a ultrapassagem final. Foi a maturidade. Ela ficou o tempo todo no grupo da frente, cuidou de pneus, administrou combustível e não entrou em briga boba antes da hora. Quando a corrida pediu decisão, ela estava ali, pronta. Pra quem acompanha o MotoAmerica, isso não chega a ser surpresa total. A menina já vinha mostrando serviço nas categorias de base. Mas agora a coisa mudou de patamar.
Uma equipe cheia de pedigree
Outro detalhe interessante dessa história toda é a estrutura por trás do time.
A Rahal Ducati Moto pertence a Graham Rahal, piloto vencedor na IndyCar Series, e tem como chefe de equipe ninguém menos que Ben Spies — campeão mundial de Superbike World Championship e vencedor na MotoGP. Aliás, foi o próprio Spies que percebeu o talento da Kayla lá atrás, em 2018, vendo vídeos dela treinando… na garagem de casa. Coisa de olheiro mesmo.
Um pódio que vale mais do que troféu
No fim das contas, a corrida teve vitória dominante, Ducati voando baixo e recorde igualado. Mas pra mim, o que vai ficar dessa edição da Daytona 200 é outra coisa. Uma garota de 18 anos, enfrentando veteranos, um ex-MotoGP e uma corrida lendária — e saindo de lá com um pódio que muda a história da prova. E se alguém ainda duvida que as mulheres estão chegando cada vez mais fortes nas pistas, Daytona acabou de dar a resposta. E que venham as próximas corridas. Porque, pelo visto, a história da Kayla Yaakov está só começando.



