Meus camaradas, que fim de semana de corrida diferente… desde os treinos até a chegada, a chuva, os tombos, um monte de coisas aconteceram.
Primeiro o mal desempenho dos pilotos oficiais (menos Marc Marquez) em uma pista molhada, fez com que as equipes satélites e não oficiais brilhassem mais do que o normal. A primeira fila do Karel Abraham foi de fato uma surpresa, mas de resto todos nós sabemos que Alvaro Bautista, Aleix Espargaró, Zarco e outros andam muito perto dos pilotos oficiais, sendo a diferença a equipe e equipamento mesmo. Com uma vantagem, como eles estão mais acostumados a andar em motos piores, quando o chão fica ruim não é qualquer balançadinha que os perturba.
Lorenzo coitado, está sob marcação e não se entende com a GP17. Não basta estar sofrendo e levando pau de todos, tem ainda que chover para piorar tudo. Todas as mudanças que a Dorna implementou estão funcionando e de fato as motos estão andando muito mais perto do que no passado recente de CRT’s e satélites fracas.
No Warm-up tudo voltou mais ou menos ao normal. O que é normal hoje em dia? É Maverick na ponta. Ele está muito bem com a M1, andando fácil, sem tombos e mais do que o Rossi, com regularidade e eficiência. Um novo Lorenzo, um pouco mais simpático. E Rossi, ciente de que está no fim de sua carreira, um fim rapidíssimo, mas fim, parece apoiar completamente o pupilo, se contentando com o papel de estepe da Yamaha. “Se o moleque faltar, tamos aí!”. Não está usando suas armas para bombardear o garoto. O fato é que Maverick está andando com sobras, não parece estar fazendo a mínima força para ganhar e papou as duas primeiras, algo que como disse a TV MotoGP, a Yamaha não consegue desde o tempo de Wayne Rainey na 500, coisa que a imensa maioria dos meus camaradas nunca viu.

Lorenzo fez cagada já na largada, dando um pancadão no Ianonne e logo depois caindo e abandonando… lamentável. Ainda bem que foi no Ianonne, que não parece ter tido culpa alguma, mas se for para acertar alguém eu certamente escolheria ele, é o que mais merece. Como foi ainda por cima penalizado por pular na largada, Ianonne chegou em último e Rins abandonou. As 2 Suzukis oficiais fora dos pontos. Bem como as duas Ducati’s oficiais, pois Dovi vinha ali levando pau das Ducati’s velhas, sendo caçado pela Aprilia (vejam que a Aprilia já está se engraçando para cima da Ducati Corse, uma briga particular do Gigi e seu sucessor, Albesiano) quando o Aleix caiu e levou Dovi com ele. Dovi errou a curva, deixou um buracão que se revelou escorregadio. Coisas de corrida.
Eu esqueci de contar que Marc Marquez estava livre na ponta quando caiu sozinho, a frente dobrou exatamente igual e no mesmo lugar que o seu companheiro Pedrosa algumas voltas depois… ali tinha um feitiço anti-honda-repsol, só pode. Mas eu acho que o Maverick iria pegar ele. Abriu um espaço bom porque Maverick largou de trás, mas depois que pegou pista livre a Yamaha enfileirou um monte de voltas rápidas que duvido que a RCV iria segurar. É só ver como o desempenho do Carl Crutchlow caiu no final. Outro que fez boa corrida. Quando não cai, anda bem.
Rossi, que carreira, comemorou o seu 350 GP com pódium, champanhe e mais um segundo lugar. E andando forte, impressionante, mas ele perdeu totalmente a sua cara de garoto.
Karel não segurou boa posição nem por uma volta, mas acabou chegando em décimo. Bautista e Zarco deram um show e todos os outros por ali andaram bem. Muito melhor assim, muito mais justo. Antes ficava parecendo que os 4 aliens andavam demais e que o resto eram um bando de pregos!!! Agora não, dá prá ver que é tudo fera.
2 Hondas oficiais sem pontuar, 2 Ducati’s oficiais sem pontuar, 2 Suzuki’s oficiais sem pontuar, 2 Aprilias oficiais sem pontuar… Festa da Yamaha e das equipe satélites. A Honda vai ter que rebolar daqui prá frente. A Ducati… bem, acho que está dando tudo errado.
Gosto do Fausto, mas é sempre bom ver o meu amigo Marcos Túlio também participando. Eu não gosto é do SporTV, ô raça.
Vamos agora ler as justificativas de todos e aprender um pouco mais sobre corridas. Como disse Fangio “Carreras son Carreras” e a graça delas é que tudo pode acontecer. Tá bom de ver.
Abraços
Mário Barreto

