Como alguns de vocês sabem, fui a Goiânia no GP de motociclismo. Trinta e nove anos depois do primeiro GP lá, que eu fui, voltei para conferir o novo. Quase não fui, deprimido com a falta de sensibilidade da Dorna, que não me credenciou como Imprensa. Não fosse a ajuda abençoada do Fabio Alberti, que me convidou, eu não iria. Muito ajudou também o fogo no rabo do Williams James Cabelinho, que comprou passagens, acertou hotel baratinho e deu um caminho de pedras para que eu me animasse a ir com o Rogerio Botelho. Como demorou a resposta negativa da Dorna, quando fui comprar as passagens, o preço estava 6x mais caro, e também em uma abençoada opção, combinei de ir de carro com o Sergio Pitta.
Conheço o Pitta tem uns 20 anos, mas nunca tive a oportunidade de ficar amigo mesmo dele, pois eram encontros e oi’s rapidíssimos. Indo e voltando de carro com ele, 18 horas para ir e 17 para voltar, finalmente pudemos conversar e eu conhecer como o Pitta é um brother extraordinário. Um cara maneiro.
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Goiânia está enorme… uma mini São Paulo, com prédios altos e bem cuidada. Tudo muito limpo, arrumado, bem sucedida, cheirando a melhores perspectivas e crescimento. Certamente, como metrópole, deve ter seus problemas, mas olhando como turista, a impressão foi das melhores. Não fiquei hospedado em Goiânia, o Cabelinho arrumou um hotel em Trindade, uma cidade que seria, em distância, uma Duque de Caxias. Não vi uma única favela nos caminhos de Goiânia.
“Conhecida como a “Capital da Fé” de Goiás, Trindade é um importante centro de peregrinação católica situado a cerca de 18-30 km de Goiânia. Famosa pelo Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, atrai milhões de romeiros anualmente. A cidade oferece turismo religioso, rural, comemorações como a festa de junho, e crescimento urbano planejado.”
Não ouvimos uma única buzinadinha de motoboy, eles não fazem isso por lá. Eles também não parecem dominar a tecnologia de meter as motos no meio dos carros, e apesar dos inúmeros sinais de trânsito, pois são inúmeros os cruzamentos e esquinas em Goiânia, ELES NÃO AVANÇAM SINAIS. Fiquei bobo com tanta civilidade e educação no trânsito. Perto deles, os cariocas são animais da selva.
Cabelinho, coitado, comeu um feijão tropeiro que estragou a sua viagem, passando mal o tempo todo e perdendo a corrida, acreditem se quiserem. Eu levei minha cinquentinha para ter independência e não gastar com Über. Deu muito certo, pois como tive credencial de estacionamento eu parava dentro do autódromo e deixava o Rogério da cara do gol. O divertido/chato/cansativo/diferente era ir e voltar com garupa em uma motinho de 5 CVs na estrada. Nas subidas o bagulho era doido, na descida embalava para uns 80 km/h.
Obrigado Pitta, Rogerio, Cabelinho, Fabio, Marcos, e a todas as meninas do Hotel São Tomé em Trindade, foram dias muito bacanas e espero repetir em 2027!




