E, após ser adiado por “problemas técnicos e administrativos”, irá acontecer no próximo dia 31 de Maio, o nosso querido encontro da Pracinha do Alto.
Por que querido? Porque foi um encontro que nasceu de forma natural, sem interesses comerciais, tocado pelo maluco do Ralf, em um local que está presente na memória afetiva dos mais experientes (velhos). Ali do Alto partiam pilotos audazes, descendo e fazendo as curvas de carros e motos, em pegas que entraram para a história. As motos seriam estas que estarão expostas no evento, Hondas CB500, 750, 350… Yamahas RD 350, 250… Suzukis GT 380, 550 e outras tranqueiras.
Digno de nota é que naquela época o piso era liso, e não o motocross que é hoje em dia, um piso lunar que envergonha a cidade do Rio de Janeiro.
Também digno de nota é que a molecada da Zona Sul mal sabe onde fica, geralmente só sabe acessar indo até o Itanhangá, não viram as motos velhas andando. É um evento para os mais experientes, e que serve, como bem disse o Victor Braga Cabeção, digamos que é um dos bastante experientes, serve como prova de vida. Não pintou, já morreu.
Felizmente o evento cresceu, mas foi ficando a cada vez mais zoneado. Ao ponto das pessoas nem reconhecerem que é um encontro para curtir motos clássicas, ao ponto de lotar a pracinha com motos que não tem nada a ver o clima, ao ponto do Ralf quase sumir no meio de tanta gente que não o conhece. Ao ponto de causar danos para a Pracinha, que é orgulho da cidade. Realmente não dava para continuar daquele jeito, e piorando.
Dá para organizar. Não para estragar nada, e sim para resgatar. Resgatar a motivação, resgatar a nossa homenagem às nossas velhas guerreiras, resgatar a ideia do Ralf.
O Rodrigo Aragão, do Galpão 98, ajudou a organizar e tem algumas palavras:
Então é isso. Nos vemos lá. Foi bom porque não atrapalhou o DGR, foi bom porque será melhor.
Farei a minha prova de vida em 2026. Vejo vocês por lá.












