Muita arrogância, pouco resultado.

Eu acho que o Claudio Domenicali fala demais. Não fosse o solitário campeonato do Casey Stoner em 2007, que já expliquei como foi conseguido, a Ducati não teria o que falar. Até no SBK, antes um território de dominação, a Panigale está aí sendo surrada pela Kawa do Rea tem anos e será a única SBK vermelha V2 que não ganhou este campeonato. Mico, porque a Ducati gasta os tubos no SBK. E Stoner reclamava da moto, saiu chateado porque a Ducati não o pagava o que ele achava que merecia e ainda estavam prospectando o Rossi. Foi demais para ele que mudou-se para a Honda e imediatamente provou quem era o campeão de fato. Depois a Ducati cansou Valentino Rossi, aposentou Ben Spies, deu uma canseira no Hayden e estava acabando com a carreira de Dovi. Tanto que imaginavam que precisavam “apenas de um piloto bom” para serem campeões, Dovi balançou no cargo numa disputa que agora parece impossível, mas que na época foi séria com Ianonne… quem diria. Até 2016 a Ducati tratava Dovizioso como um segundo piloto incapaz e agora vem o Claudio Domenicali fazer comentários ao meu ver infelizes sobre o tricampeão Jorge Lorenzo. Este é um dos problemas da Ducati, muita marra, muito RP, muita teimosia, muito ego e pouca eficiência. Para mim está claro, depois de tantos campeões incríveis não conseguindo ganhar com a moto, que o problema é da Desmosedici.

Lorenzo está certíssimo, ele não é um “grande piloto”, é um grande campeão, que antes de ir para a Ducati tinha estatísticas que duelavam com Rossi e Marc Marquez, que a Ducati estragou.

Como ducatista eu continuo torcendo para o Dovi e para a Ducati. Mas torço também para que o Lorenzo saia logo da equipe e que dê umas boas chineladas, na pista, no Reparto Corse. Não tenho a menor dúvida de que se Lorenzo botar a mão em uma Yamaha ele imediatamente irá sumir na frente do Dovi, infelizmente para nós.

Claudio Domenicali tem que falar menos e mostrar mais resultados. Apesar de todo o oba oba e novos modelos, a Ducati não ganha no SBK, não ganha no MotoGP e não vende mais motos. Está há anos empacada nos mesmos números e comemora o crescimento de dezenas de motos de um ano para o outro como se fossem milhares. Do ponto de vista esportivo (e talvez até comercial), sem dúvida Gabrielle Del Torchio botou mais na mesa, com títulos e crescimento nas vendas.

Leiam abaixo o texto em inglês da Revista Autosport sobre o 2019 de Jorge Lorenzo, https://www.autosport.com/motogp/news/136426/lorenzo-exploring-options-away-from-ducati

Jorge Lorenzo has admitted he is exploring options away from the factory Ducati team that will keep him on the MotoGP grid in 2019.

The three-time premier class champion and Ducati appear increasingly likely to part ways after a troubled 18-month spell that has yet to yield a race win.

Autosport reported last week that Lorenzo could end up on a satellite Yamaha as his manufacturer options dwindle.

Pramac rider Danilo Petrucci suggested after the previous race at Le Mans that Ducati would choose either him or team-mate Jack Miller to partner Andrea Dovizioso at the works team in 2019.

That was followed by Ducati CEO Claudio Domenicali expressing regret during a media event that Ducati’s gamble on Lorenzo, who was lured from Yamaha at great expense, had not paid off.

“Lorenzo is a great rider who has not succeeded in getting the best from our bike, a bike that has great strengths and some weaknesses,” said Domenicali.

“Unfortunately neither him nor the technicians have managed to make the most of his talent. This is a bit of bitterness that remains.”

Addressing those remarks on Thursday at Mugello, Lorenzo said he was beginning to look at alternatives to remain on the MotoGP grid in 2019.

“We are looking at other options [besides Ducati],” said Lorenzo. “I won’t comment on Domenicali’s remarks.

“I’ll only say that I’m not [just] a great rider, I’m a champion.”

Lorenzo also moved to dismiss rumours he could decide to retire from MotoGP, alluding to potential plans for him to ride a factory-backed Yamaha at a satellite team next season.

“I will continue the next two years, I will not retire,” he said. “And it will be with a good bike.

“It’s the only thing that I can say. I guess at Montmelo [Barcelona, in mid-June] I will have more information.”

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