Ciao Super Sic

Super SicPergunta para Super Sic:
– “Não tens medo de se matar se acontece um acidente?”
– “Não. Se vive mais em 5 minutos ao máximo com uma moto como esta do que algumas pessoas em uma vida inteira.”

Campeão do Mundo em 2008, o Urso do Cabelo Duro já deixa saudades. Rápido, maluquinho, duro na pista, divertido e amável fora dela. Um contraponto aos pilotos pequeninos, bem penteados e discretos de hoje em dia. Como diria o nosso amigo Alexandre Pellicciotta Dantas, do tipo antigo, como Barry Sheene, como Marco Lucchinelli, the Crazy Horse, ou até, Valentino Rossi. No mundo das motos computadorizadas, telemetrizadas, dos pilotos pesados nas gramas, só a sua presença já era divertida e descontraída. Não era um robô como o Pedrosa, devia dar nó nos engenheiros da Honda, como seu tamanho, seu estilo e seu peso.

Fez muitas cagadas, mas estava melhorando a cada corrida, beliscando o pódium, fez um segundo, enfim, uma força que todos já estavam conformados em enfrentar.
No acidente miserável um micro retrato das sinas do MotoGP. Tombo bobo e esquisito, o sempre azarado Colin Edwards vem na sequência e Rossi, que quase sempre escapa sem cair destas enrrascadas. E novamente Gresini, com Honda, piloto novo e moto oficial. Como Kato…

Enfim, a vida continua. Vou dar um rolé sozinho em homenagem ao Super Sic. Tenho certeza de que tenho mais um a me ajudar lá do céu em minhas curvas.

Mário Barreto

Para a fauna do Motociclismo