Triumph Tiger 800

Triumph Tiger 800 XC
Triumph Tiger 800 XC

No mesmo dia em que subi a serra para testar a Suzuki Gladius, tive a oportunidade de subir a serra novamente com esta tetéia que é a nova (para nós tupiniquins) Triumph Tiger 800.

Foi um dia diferente pois subimos a serra e tivemos que descer até Xerém para subir novamente. O bom foi que pude testar bem a Triumph tanto na subida esburacada da Rio Petrópolis, como na excelente BR40. Sendo uma aventureira, faltou apenas um trecho de terra para fazer um teste completo. Em breve faremos este trecho de terra.

Como diria Jack, vamos por partes… A moto é alta, bem acabada, com peças de qualidade, sólida e muito parecida com o seu alvo no mercado, a GS 800 da BMW. Olhando rápido elas são bem similares na aparência, mesmo não tendo nada igual, mas vocês entenderam, o conjunto é similar. Subindo na moto as similaridades continuam, na posição de pilotagem, na altura do banco e na posição do painel de instrumentos, láaa na frente.

Andando devagar, saindo normalmente, sem acelerar forte, ela é bem neutra, bem plantada e como a posição de pilotagem é “selada”  com o piloto bem longe e abaixo da mesa de direção, a tocada tem que ser confiada na qualidade das suspensões, pois não há como subir no tanque e sentar nas canelas como uma verdadeira moto de off road.

Desculpe ficar voltando toda hora na BMW, mas como elas chegaram primeiro e foram muito bem sucedidas, são a referência que eu tenho. É o mesmo feedback de suspensão das GS, neutro ao extremo e funcionam muito bem, sem passar qualquer hesitação ou dificuldade ao piloto, que nem sabe se está se aproximando ou não dos limites. Esta é uma característica desta geometria de motos, qualquer piloto sobe e mete a mão, porque a moto dá esta confiança e não dá sustos. Ainda não levei uma delas ao limite para saber o que acontece nesta hora.

Mas ela difere muito da GS quando você afunda a mão no acelerador, pois o motor de 3 cilindros se enfeza e apita meus amigos… ela grita e pede para andar nos altos giros, coisa que o bicilindro não faz. O som é lindo, a vibração pequena e é possível andar longos trechos com o motor cheio, com conforto e segurança, pois ela também não balançou ao encarar as curvas da BR 40.

Minha conclusão é a de que no momento ela é uma escolha melhor do que a já venerada GS800, que mesmo com atualizações pequenas, não é a novidade que a Tiger é. A Tiger tem tudo que a concorrente tem e anda mais, vibra menos, é mais novidade. Teoricamente na terra, no offroad, ela sendo mais pesada e com um motor menos adequado, perderia alguns pontos. Como não fui na terra, não posso dizer nada. Mas posso dizer que quase nunca vou na terra mesmo e quando vou, prefiro uma trailzinho pequena, pois não me sinto mais forte para fazer trilha com uma moto tão pesada.

Bela moto, como diriam os americanos “would give it a run for its money”.

Obrigado Fred pela montaria e vamos colocar ela na terra com uma GS para fazer um comparativo.

 

Abraços,

Mário Barreto

 

 

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