Festa da Ducati na Áustria!

Que presente de dia dos pais! Acordei já com um corridasso na Áustria, com festa da Ducati.

Favorita na pista que favorece a sua aceleração, a Ducati já veio rasgando desde os treinos, mas Marc Marquez é infernal e por míseros 2 milésimos de segundo, que tirou não sei de onde, arrancou a pole position do Dovi. Lorenzo veio em seguida e depois ainda Petrux. É, esta pista favorece a Ducati mesmo.

Veio a largada, meio confusa nas primeiras curvas com Marc Marquez segurando a ponta. E saiu marcando melhor volta em cima de melhor volta, para tentar abrir o máximo possível das Ducatis, apostando que no final, com pneus duros que só ele escolheu, poderia administrar um ataque.

Lorenzo assumiu a segunda posição e respondeu a estratégia de Marc Marquez, acompanhando de perto, mas não colado, as melhoradas de tempo do líder, que nunca chegou a abrir um segundo inteiro deles. Digo deles porque Dovi estava coladinho no Lorenzo e até tentou passar uma única vez.

Faltando dez voltas começou o pau. Parcial vermelha em cima de parcial vermelha para todos até que Dovi errou uma freada e ficou um tiquinho mais para trás. Livre de ter que atacar e se defender ao mesmo tempo, Lorenzo encostou no Marc e faltando duas voltas ferveu, com ultrapassagens medidas nos milímetros, desaforadas de ambas as partes. Lorenzo na retomada e na reta e Marc nos cotovelos fechados. Deram show de competência e na última volta Lorenzo fez valer sua vontade com uma ultrapassagem raivosa na reta e uma defesa firme até a linha de chegada.

Ambas chegaram balançando muito no final, muito pelo empenho em frear difícil e um pouco pelos pneus acabando. Mesmo largando com duros MM disse que o pneu dropou em desempenho, e Lorenzo, vejam, largando com macios chegou até o final. Dovi largou com médios e reclamou dos pneus. Como o estilo de pilotagem influencia nisso não é? Lorenzo, em sua entrevista no Parc Fermé, disse que poupou um pouco de pneus de gasolina no início da prova. Acredito.

Atrás temos que notar a grande progressão e corrida que fez o Valentino Rossi. Que moto ruim é esta que vem lá detrás passando Suzuki, Aprilia, Ducati… Aí as enfermeiras vão falar que o Rossi carrega a M1 nas costas, que seus peidos impulsionam a moto e mais um monte de coisas… É evidente que a M1 não é uma moto ruim. Se ela não chegou no nível em que estão a RCV e a Desmosedici muito da culpa é dele, que tomou para si o desenvolvimento da moto tem quase dois anos. Vinãles, coitado, virou segundo piloto perdido e desanimado. Mas tudo que envolve Valentino Rossi é exagerado, e fazem de tudo para livrar a cara dele e proporcionar palco para histórias de superação. É normal treinar mal, se perder no ajuste das motos. Lorenzo mesmo, na penúltima corrida treinou para décimo quarto na sexta feira. Mas com Rossi a Yamaha tem que vir pedir desculpas, é patético. Para a corrida a M1 estava boa, muito boa, tanto que veio lá de trás passando todo mundo. Rossi está em forma, mas não é suficiente para andar junto de MM e Lorenzo. Para isso a M1 tinha que ser melhor do que a RCV e a Desmo, e não é. Mas ruim de pedir desculpas é sacanagem, uma humilhação, mais uma que Rossi impõe na Yamaha.

Foto da Ducati. A foto de cima tirei do Motogp.com

Gigi rindo, o box da Ducati explodindo de felicidade, dois pilotos no pódium e Dovi com cara de bunda. Não pode… Enquanto era azarão o Dovi se comportou bem e ganhou a simpatia de todos. Quando passou para o primeiro time, com obrigação de ganhar, começou a fazer caras de bunda quando não ganha e a falar bobagens. Não vi o capo Claudio Domenicali hoje na pista, mas a cada corrida fica mais evidente que dispensar o Lorenzo, e ainda falando bobagens, foi um erro. Economizou uma grana preta, mas como enfrentar MM e Lorenzo de RCV com Dovi e Petrux? É o mesmo caso da Yamaha, a Desmo teria que ser muito melhor do que a RCV, e não é.

Linda corrida de Lorenzo, Marquez e Rossi. Dovi apenas boa. Só olhando pareceu mais fácil do que foi na verdade. Vendo a cronometragem das voltas eu vi que a batalha foi ferrenha durante toda a corrida, não foi fácil, nem rápido, MM complicou muito a vida das Ducatis.

Abraços
Mário Barreto.

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