Honda NXR Bros 160 ESDD

Meu amigos, na mesma oportunidade em que recebi a SH150i da Honda para testar (veja aqui ó), já deixei acertado de pegar a Bros na sequência, tipo um combo, haha, para combinar com o Combi Brake da motoca.

Apesar de ser uma das motos mais vendidas do país, se não me engano a quarta ou quinta mais vendida, eu nunca tinha subido em uma. Aqui no Rio ela me parece ser a favorita dos que usam a moto para trabalhar. Faz sentido, pois sendo trail ela aguentaria mais o tranco, e sendo Honda ela teria a resistência e manutenção fácil que fazem o nome da marca.

Lá ao devolver o scooter, fui apresentado a moto. Modelo novo, Top, laranja “Repsol”, quase zerinho. Ao subir na moto achei o tamanho bacana, ela não é magrela nem baixa, vc se sente em uma moto com tamanho competente. Ajudam muito as abas do tanque, um recurso aerodinâmico que serviria para captar ar para os radiadores, mas que na Bros servem só para deixar ela bonita. Durinha, com bengalas compridas de longo curso, comandos SUPER macios. A embreagem é um doce e o acelerador também. O acabamento é muito bom, mas no estilo Honda, o que significa uma certa tradição. A moto não tem um estilo agressivo, tudo exala funcionalidade e competência. O painel é super legível, mas não tem contagiros e apenas 1 tripmeter. É simplão. Mas o que me causou estranheza foi o tamanho das tubulações do freio dianteiro, são enormes. Não atrapalham em nada a visão do painel, ela passa por cima de tão grande. Nos comandos senti falta de um lampejador de farol e a buzina está, para mim, invertida com o comando de pisca. Será que é para facilitar a vida dos buzinares de corredor? Meus Deus!!!! Tomara que não.

No solzinho matinal

Familiarizado com o cockpit, liguei a danada. Silenciosa, liga sem esforço e tem vibração mínima. Aliás, a Honda domina esta arquitetura de motor de uma maneira que faz quase acabarem as vibrações. Não sei se são contrapesos bem feitos, ou fixação avançada… só sei que o motor vibra muito pouco para um monocilindro de 160cc, muito suave. A primeira saída é facílima, vc mete a primeira o conjunto faz “click”. Nunca vi um motor recebendo uma primeira com tanta “separação” da caixa do motor. Ele nunca faz clunk ou afeta a tração, a embreagem realmente separa tudo e a primeira sempre entra fazendo click.

Peguei a moto em Botafogo e já saí no trânsito pesadão, fresquinho de deixar o Scooter, ou seja, estava mal acostumado com a tecnologia superior e a facilidade do bichinho. Mas não senti falta na cidade, pois moto é moto né? É mais atlética, mais ágil, responde com uma sensação de maior controle. A posição de pilotagem te dá mais recursos, pois vc pode usar as pernas, o corpo, enfim, scooter é scooter, moto é moto.

Este modelo está equipado com o Combi Brake, ou seja, ao usar os freios isoladamente, ele passa parte da força para o outro. Por exemplo, vc pisa no freio traseiro e ele freia a frente também. Funciona? Sim, a moto fica mais segura e as frenagens são bem mais equilibradas. E quando vc se acostuma, é possível travar a roda traseira para dar uma derrapada controlada. É questão de se acostumar e o fato é que funciona bem. Os freios desta moto testada são um luxo, muito poderosos e super dimensionados. Parariam uma moto de 400cc fácil fácil.

Marco do Caminho Real. Este é o Caminho Novo

Andei com ela bastante na cidade e no fim de semana convidei um amigo e fiz uma pequena viagem até o Museu de Motos Gallery, mas subindo por Raiz da Serra, a antiga estrada de Petrópolis. Até chegar na entrada desta estrada secundária, sente-se falta de uma moto maior na estrada principal, pois o cruzeiro da moto é 90 km/h. 100 já está berrando bem. Mas é aquilo, ela não anda muito, mas anda muito bem. Percebe-se que o motor está em alto giro mas a vibração nunca incomoda de deixar a mão dormente, por exemplo.

No Estrada antiga

Na subida de paralelepípedo é só diversão. Não há calor do motor envolvido, não há peso envolvido. Eu tenho 95 kg e o torque empurra a moto para cima sem faltar força. Meu amigo estava com uma Lander 250cc, trocamos de moto e ele adorou, não reclamou de falta de força, embora evidentemente a 250cc seja mais forte. Outra coisa muito boa é o relaxamento que uma moto de baixa cilindrada oferece ao piloto experiente (eu), pois não há manobra de manetes que se possa fazer que coloque o perigo iminente… há tempo para tudo, algo que não acontece quando vc erra alguma coisa em uma moto potente, pesada… tudo acontece muito rápido. A roda de 19 as vezes causa estranheza porque ela não tem o poder de escalada de uma roda de 21, e ali em cima vc esquece disso e estranha.

Para completar a alegria, ela foi e voltou gastando apenas uns 25 reais de gasolina!!! Não testei ela com álcool, mas ela aceita.

Finalizando, me diverti, gastei pouco, andei para caramba. Estas  motos “de entrada” tem um refinamento hoje em dia que não se compara com o de poucos anos atrás. É um luxo iniciar no motociclismo com uma moto tão bem feita, que anda na cidade, não se quebra no off road, que faz isso tudo em silêncio, poluindo e gastando pouco e exigindo o mínimo do piloto. Maneira, curti.

Foi a praia também

Saibam mais e vejam a ficha técnica clicando em https://www.honda.com.br/motos/nxr-160-bros-esdd

Abraços
Mário Barreto

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