R1 no WSBK

Novidades do SBK

E a Yamaha previsivelmente anuncia que voltará ao WSBK no ano que vem. O plano era este mesmo. Com a R1 sendo uma moto totalmente nova, ela avisou que iria preferir desenvolver a moto em outros campeonatos, antes de colocar na imensa vitrine que é o WSBK. A R1 sofreu muito por lá. Mesmo sendo um sucesso de estilo e vendas, a Yamaha R1 penou por anos até ganhar seu único título do WSBK com o Ben Spies. Mesmo assim em uma moto completamente modificada, que hoje não seria aceita pelo regulamento. E Ben Spies estava em uma forma exuberante, outro piloto, mesmo Haga, não ganharia aquele campeonato.

E a moto parece que nasceu boa, e como o novo regulamento é bem mais restritivo, com as motos mais parecidas com as motos vendidas ao público (as mais iguais ainda são as Superstock), a R1 parece que vem bem.  Venceu a prestigiosa prova de 8h de Suzuka, na casa da Honda. Eu esperava que Melandri pegasse uma das motos, mas o que foi anunciado foi o campeão de 2014 Sylvain Guintoli e Alex Lowes. Gosto muito dos dois. O patrocinador será a PATA (fabricante de batatas – http://www.pata.it/index_pata.php). É o atual patrocinador das Hondas semi oficiais e atual equipe do Guintoli. Provavelmente a Honda terá que procurar outro patrocinador. Mas o nível no WSBK é muito alto, mesmo com um ano de desenvolvimento nas costas, a nova R1 ainda pode ser considerada verde para ser campeã.

Verde mesmo é a atual campeã, a Kawasaki. Hoje ouvi um spot de rádio tentando me convencer a chamar a moto de Kauázaki.. não consigo. Este projeto da ZX10 é um case. A Kawa anos atrás rasgou tudo o que tinha de Ninja e fez esta moto do zero no maior capricho. Deu certo, já é o segundo título e a moto é a mais rápida indiscutívelmente. Para 2016 virá a primeira atualização, depois de 5 anos. Na verdade uma polida, e dada a dominação atual, certamente será um foguete. As ZX10 são potentíssimas, mas o real forte delas dizem que é a simplicidade de operação. As BMW’s eram também superfortes, mas complicadas de correr. Tentaram, gastaram uma fortuna e abandonaram o WSBK. Desde já, são as favoritas.

A Ducati vem babando com as Panigale’s R. A moto tem melhorado em sua personalidade e desempenho. É um equipamento puro sangue mas como sempre, muito caro e difícil de operar. Mesmo com as 200cc que o regulamento permite, não é mole superar as 4 cilindros. E a ciclística da Panigale, que é excelente e superior quando funciona, é também difícil de acertar. Por ser uma equipe de fábrica, com pilotos ousados e muita grana, a Ducati deve ser sempre considerada. E pela tradição, é a maior vencedora do WSBK.

Estas 3 devem disputar. Suzuki não tem modelo novo. As Gixxers surpreendem pelo desempenho de uma moto tão antiga e o mesmo pode ser dito da Honda, mas não tem chance no campeonato.

A Aprilia merece uma última nota especial, pois depois de dizer que não iria correr este ano de 2015 e estar preparando uma moto nova para 2016, acabou correndo 2015 e declarando que não vai se apresentar para 2016. Em se tratando de Aprilia, tudo pode acontecer, mas o fato é que a incrível RSV4 RF não é mais uma moto para ganhar campeonatos, apesar de ter ganho 3. E a nova deve ter atrasado ou não funcionado bem. Vai que ela muda de idéia como este ano e bota motos para andar? Seus pilotos merecem.

Abraços

Mario Barreto

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *